Terrorismo

Grupo Estado Islâmico fatura mais de US$ 2 milhões por dia com petróleo

Abû Muhammad Al Adnâni, porta voz oficial do grupo Estado Islâmico.
Abû Muhammad Al Adnâni, porta voz oficial do grupo Estado Islâmico. religion.info

A venda de petróleo rende ao grupo terrorista Estado Islâmico US$ 800 milhões por ano, o equivalente a mais de US$ 2 milhões diariamente. A estimativa é da consultoria norte-americana IHS, cujo relatório divulgado nesta terça-feira (21) afirma que os jihadistas praticam um preço muito abaixo do mercado.

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“O grupo terrorista é capaz de gerar receitas significativas explorando apenas uma parte das capacidades petrolíferas do território que controla e vendendo esta produção a um preço baixo no mercado negro”, afirma o comunicado do IHS.

A consultoria estima que os jihadistas, que se apoderaram de partes do Iraque e da Síria, controlam unidades com capacidade de produção de 350 mil barris por dia, mas produz apenas uma quantidade entre 50 mil e 60 mil barris diários, que logo são vendidos no mercado negro a um preço médio de US$ 40 por barril. O preço do barril do tipo Brent no mercado internacional está em US$ 85.

Capacidade de refino

Segundo o IHS, estas vendas “financiam a máquina de guerra do grupo Estado Islâmico, em particular os veículos militares vitais para seus movimentos e capacidade de combate”. O relatório não indica com precisão a capacidade de refinar petróleo que o grupo poderia possuir, mas estima que seja relativamente limitada. O refino deve ocorrer em unidades móveis, com o objetivo de produzir combustível consumido pelo próprio grupo.

O contrabando de petróleo seria uma das principais fontes de financiamento do grupo Estado Islâmico, que possivelmente arrecada entre US$ 1 milhão e US$ 3 milhões por dia através das vendas a atravessadores.

 

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