África/Ebola

Governo do Mali confirma segundo novo caso de ebola

Um encarregado da policlínica Pasteur em Bamako, informou do falecimento de uma enfermeira após ter cuidado de paciente infectado com o virus ebola.
Um encarregado da policlínica Pasteur em Bamako, informou do falecimento de uma enfermeira após ter cuidado de paciente infectado com o virus ebola. REUTERS/Joe Penney

O governo do Mali confirmou nesta terça-feira à noite (11) um novo caso de ebola no país. A nova vítima é um enfermeiro que trabalhava na clínica Pasteur, situada na capital, Bamako, que foi colocado em quarentena.

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A vítima teria sido contaminada pelo vírus por um paciente da Guiné internado no mesmo local, que morreu há algumas semanas e foi repatriado para seu país. O ministro da Informação, Mahamadou Camara, disse em sua conta no Twitter “que medidas preventivas já estão sendo tomadas”, sem dar maiores detalhes. De acordo com testemunhas, vários policiais estão em frente à clínica.

Os corpos das pessoas contaminadas pelo ebola continuam contagiosos até três dias depois da morte, o que aumenta o risco de novas contaminações se as precauções indispensáveis não foram tomadas. Por enquanto, o porta-voz do governo não fez nenhum comentário. De acordo com um dos responsáveis da Vigilância Sanitária, o paciente da Guiné que transmitiu o vírus para o enfermeiro não foi submetido a nenhum teste. Além do enfermeiro, um outro profissional da clínica Pasteur também foi colocado em quarentena.

Casos não têm ligação

O primeiro caso da doença no Mali, último país afetado pela epidemia de ebola no oeste da África, foi registrado no mês passado. Uma menina de apenas dois anos, de origem guineana, morreu no dia 24 de outubro, em Kayes, no oeste do Mali. As autoridades malinenses tentam evitar o pânico e afirmam que os dois casos não têm ligação.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a epidemia de ebola já matou quase cinco mil pessoas, em oito países. Treze mil casos foram registrados e a Guiné, Serra Leoa e Libéria sao os países mais atingidos. Segundo as autoridades sanitárias da Libéria, o número de casos no país está começando a diminuir, mas a OMS afirma que ainda é cedo para falar no fim da epidemia.
 

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