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Japão/ terrorismo

Tóquio verifica autenticidade de vídeo sobre execução de um dos reféns

Refém pede ajuda do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.
Refém pede ajuda do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe. REUTERS/Shizuo Kambayashi/Pool
Texto por: RFI
2 min

O governo japonês informou na noite deste sábado (24), no horário local, que está verificando a autenticidade de um vídeo publicado na internet anunciando que um dos reféns japoneses mantidos pelo grupo Estado Islâmico foi executado. As autoridades japonesas tentavam estabelecer um contato com os extremistas, mais de 24 horas após o fim do prazo dado pelos radicais para matar os dois reféns.

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“Um novo vídeo mostrando aparentemente Goto [Kenji Goto] foi postado na internet”, declarou o porta-voz do governo, Yoshihide Suga, em uma coletiva de imprensa na qual informou que as autoridades estavam verificando a autenticidade das imagens, qualificadas de “perturbadoras e repugnantes”. O porta-voz pediu a libertação imediata do jornalista.

No vídeo, o repórter Goto aparece sério e segurando uma foto mostrando o corpo do segundo refém, Haruna Yukawa. Uma voz supostamente do jornalista informa que Yukawa foi assassinado pelos sequestradores e acusa o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, de ser o responsável pela morte. O refém pede ajuda do premiê e indica que ele será executado se uma mulher-bomba capturada não for solta.

Durante uma madrugada, será realizada uma reunião com os principais membros do governo, com a presença de Abe. De acordo com um especialista ouvido pela emissora NHK, o novo vídeo divulgado apresenta elementos incomuns ao Estado Islâmico, como ausência do “logotipo” do grupo, nenhuma referência religiosa e mise en scène diferente dos demais vídeos.

Sem informações

Neste sábado, o governo de Tóquio continuou tentando estabelecer contatos para salvar os dois reféns japoneses, com especialistas negociando com relações estabelecidas na região, especialmente na Turquia. O governo mandou um diplomata para a Jordânia para gerenciar diretamente os contatos.

"Não há progresso real", declarou à imprensa japonesa um funcionário do governo na manhã deste sábado, quase 24 horas após o suposto fim do ultimato de 72 horas imposto na terça-feira pelos jihadistas. "Não há nenhuma nova informação real", acrescentou o ministro das Relações Exteriores japonês, Fumio Kishida, na saída de uma reunião de crise.

No primeiro vídeo, que especialistas acreditam ter sido "alterado" em razão das sombras e outras inconsistências, um membro da EI ameaçava, em inglês, matar os dois japoneses. Os reféns são Haruna Yukawa, chefe de uma pequena empresa de segurança, e Kenji Goto, jornalista. Os radicais pediam US$ 200 milhões de resgate.

Segundo o governo, "nenhuma nova mensagem" foi enviada pelos sequestradores. Na sexta-feira, pouco antes do fim do prazo previsto pelos extremistas para receber o dinheiro reclamado, o Conselho de Segurança Nacional (NSC) se reuniu a portas fechadas. O governo, que também é pressionado por líderes estrangeiros, reafirmou sua posição de "não ceder às ameaças terroristas" e seu compromisso "de lutar com a comunidade internacional".

Shinzo Abe tem defendido que este momento é de "recolher informações com a ajuda de outros países, a fim de conseguir a libertação dos dois japoneses.
 

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