Ebola/Libéria

Exército dos EUA encerra missão contra ebola na Libéria

Um jovem é vacinado contra o ebola em um hospital de Monróvia.
Um jovem é vacinado contra o ebola em um hospital de Monróvia. RFI/Sébastien Nemeth

Em uma cerimônia nesta quinta-feira (26), em Monróvia, capital liberiana, os Estados Unidos colocaram um ponto final à operação militar de luta contra a epidemia de ebola no país do oeste da África. A operação tinha sido iniciada em setembro. A Libéria foi um dos três países mais atingidos pela doença, além da Serra Leoa e Guiné.

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A Libéria tem oficialmente o maior número de mortos pela ebola – mais de quatro mil em quase dez mil óbitos. No entanto, é o país mais próximo do fim da epidemia, favorecido pela ajuda americana.

Os Estados Unidos liberaram US$ 2,5 bilhões de dólares à Libéria, além de enviar 2.800 militares, o maior contingente americano na região. Uma parte continuará no país durante alguns meses, como apoio. A doação permitiu a construção de centros de tratamento e a formação de 1.500 cuidadores.

A presidente liberiana, Ellen Johnson-Sirleaf, faz nesta quinta-feira um discurso de agradecimento diante do senado americano. Amanhã, ela será recebida na Casa Branca, por Barack Obama.

Estados Unidos e Libéria mantêm uma relação especial que data dos anos 1820, quando o Congresso e a chamada sociedade de colonização americana, financiada por proprietários de escravos, libertam milhares de escravos e os instalam no país africano.
 

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