EUA/Irã

EUA aprovam projeto de lei para acelerar acordo sobre programa nuclear iraniano

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, depois de conversar com senadores sobre as negociações do acordo entre Washington e Teerã em torno do desenvolvimento do programa nuclear iraniano.
O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, depois de conversar com senadores sobre as negociações do acordo entre Washington e Teerã em torno do desenvolvimento do programa nuclear iraniano. REUTERS/Gary Cameron

Resultado de uma longa negociação entre republicanos e democratas, o Comitê de Relações Exteriores do Senado dos EUA passou, de forma unânime, no fim da tarde desta terça-feira (14), o projeto de lei que prevê a aprovação do Congresso para validar acordo entre Washington e Teerã em torno do desenvolvimento do programa nuclear iraniano.  

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Eduardo Graça, correspondente da RFI em Nova York

O presidente norte-americano, Barack Obama, que vê o sucesso nas negociações com o Irã como um de seus principais legados no comando da política externa americana, convenceu a oposição a reduzir para 30 dias o prazo de revisão do acordo no legislativo.

Em um dia histórico, em que a Casa Branca retirou Cuba da lista de países apoiadores do terrorismo internacional, um pedido de Havana para agilizar o processo de normalização das relações diplomáticas com os EUA, os republicanos também concordaram em diminuir as menções de acusação de apoio financeiro e logístico de Teerã ao Hezbolá e ao Hamas no texto final do projeto de lei em torno do acordo nuclear.

Os senadores republicanos, entre os quais estão três candidatos declarados à sucessão de Obama, conseguiram, por sua vez, manter a premissa de aplicar novas sanções ao Irã se considerarem que Teerã descumpriu os termos do tratado, a ser finalizado até o fim de junho.

EUA, China, Rússia, França, Reino Unido e Alemanha firmaram, no início do mês, um pacto preliminar com o Irã, pelo qual Teerã assegura a impossibilidade do desenvolvimento de armas nucleares em troca do fim das sanções internacionais que sufocam a economia do país desde 2006.

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