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EUA/McDonald’s

Funcionários do McDonald’s protestam contra condições de trabalho em vários países

Manifestantes se deitaram diante de uma lanchonete do grupo McDonalds durante protesto em Nova York.
Manifestantes se deitaram diante de uma lanchonete do grupo McDonalds durante protesto em Nova York. REUTERS/Lucas Jackson
Texto por: RFI
2 min

A quarta-feira (15) foi marcada por uma série de protestos em vários países contra as condições de trabalho e os baixos salários na rede de fast food McDonald’s. Nos Estados Unidos, manifestações foram organizadas em mais de 100 cidades. O Brasil também participou do movimento.

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As manifestações acontecem duas semanas após o McDonald’s anunciar que pretendia aumentar o salário mínimo de 90 mil pessoas que trabalham para o grupo. Segundo a promessa da rede de fast food, seus empregados nos Estados Unidos, que atualmente ganham US$ 9,9 por hora, passarão a receber, até o final de 2016, pouco mais de US$ 10 por hora. “Essa mudança irrisória, que pretendia acalmar os funcionários, acabou inspirando mais trabalhadores a aderir ao movimento”.

Os protestos contra o grupo McDonald’s se inserem na campanha “Fight for 15 $US”, lançada em 2012 pelo Sindicato internacional dos empregados de serviços dos Estados Unidos. Desde então, o movimento vem realizando uma série de passeatas e greves reivindicando um salário mínimo de US$ 15 por hora para os funcionários de lanchonetes e redes de fast food.

Em Nova York, os primeiros manifestantes se reuniram diante de um McDonald’s no Brooklyn às 6h da manhã desta quarta-feira. O protesto continuou durante o dia em Manhattan, onde centenas de funcionários, estudantes e militantes se deitaram na rua diante de uma das lanchonetes do grupo. A mobilização também foi organizada em mais de 100 cidades do país.

Mobilização internacional

O movimento, que começou nos Estados Unidos, se tornou internacional. No Canadá, manifestações foram registradas em Victoria e Ottawa. Além de protestarem diante de lanchonetes, os grupos se reuniram na frente do escritório do primeiro-ministro canadense, Stephen Harper.

Mais de 40 países participaram dos protestos, inclusive o Brasil. Passeatas foram feitas em São Paulo, Brasília, Bahia e Goiás.

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