China/Mao

Chinês é condenado por jogar tinta no retrato de Mao

Retrato de Mao Tsé-Tung na Praça da Paz Celestial, em Pequim, foi alvo de ataque.
Retrato de Mao Tsé-Tung na Praça da Paz Celestial, em Pequim, foi alvo de ataque. REUTERS/Petar Kujundzic

Um homem foi condenado a 14 meses de prisão na China por jogar um jarro de tinta no icônico retrato de Mao Tsé-Tung localizado na Praça da Paz Celestial, em Pequim. Sun Bing teria “desfigurado” o rosto de Mao em março do ano passado para alcançar “objetivos pessoais”, segundo reportou a imprensa local. Não são conhecidos mais detalhes sobre as alegações do homem, de 42 anos.

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O tribunal de Pequim considerou que o homem “infringiu as leis do país, provocou tumulto e ameaçou a ordem social”.

Esta não foi a primeira condenação por vandalismo contra o retrato de Mao Tsé-Tung. Em 1989, três homens receberam uma pena de 16 anos de cadeia depois de atirar ovos cheios de tinta no retrato do líder comunista durante protestos em favor da democracia. Yu Dongyue, o último deles a ser libertado, só voltou para casa em 2006, com 38 anos de idade.

O ano de 1989 leva a marca de um assunto até hoje proibido na sociedade chinesa: no dia 4 de junho daquele ano, a série de manifestações ocorridas em Pequim culminou no episódio que ficou conhecido como o Massacre da Praça da Paz Celestial. As forças do governo contra universitários, intelectuais e trabalhadores incluíram até tanques de guerra. Estima-se que milhares de pessoas foram vítimas da chacina. Os sobreviventes foram perseguidos e presos.

Tirado do ar

Recentemente, um dos mais famosos apresentadores de televisão da China, Bi Fujian, foi suspenso do ar depois que um vídeo em que ele aparece xingando o antigo líder do país foi disseminado na internet. O vídeo, de cerca de um minuto de duração, foi filmado num jantar privado.

O caso provocou acalorados debates na China, opondo os que condenaram a manifestação do apresentador aos que temem o aumento da repressão à liberdade de expressão. 

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