Iêmen/Violência

Unicef diz que 115 crianças já morreram devido à violência no Iêmen

As crianças também vítimas da violência no Iêmen.
As crianças também vítimas da violência no Iêmen. REUTERS/Mohamed al-Sayaghi

O balanço divulgado nesta sexta-feira (24) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) revela que as crianças também são vítimas dos bombardeios aéreos lançados pela coalizão liderada pela Arábia Saudita contra os rebeldes xiitas.

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"Pelo menos 115 crianças morreram e 172 foram mutiladas", segundo porta-voz do Unicef, Christophe Boulierac. Esse é o resultado de um balanço feito até o dia 20 de abril e apresentado durante uma entrevista coletiva em Genebra.

Entre as 115 crianças mortas, 64 foram vítimas dos bombardeios aéreos e 26 por munições que não explodiram ou por minas terrestres. Do total de mortes, 71 foram registradas no norte do país e 44 no sul, informou Boulierac.

Menores recrutados

O Unicef também afirma que pelo menos 140 crianças foram recrutadas por grupos armados desde o início da escalada de violência no Iêmen.

No dia 9 de abril, o representante do Fundo no país, Julien Harneis, explicou que um terço dos combatentes dos grupos armados era formado por menores de 18 anos.

Uma das explicações tem origem em aspectos culturais. No Iêmen, saber manejar armas de fogo é visto como sinal de virilidade.

Desde o dia 19 de março, mais de mil pessoas, entre civis e militares, morreram no Iêmen, segundo dados publicados na quinta-feira (23) pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Estatísticas publicadas nesta sexta-feira pelo Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos indicam que 551 civis morreram desde o dia 26 de março.

Entre maio e julho, o Programa Mundial de Alimentação da ONU (PAM) espera levar ajuda para mais de 2,5 milhões de pessoas.

Novos ataques

Os ataques aéreos da coalizão liderada pela Arábia Saudita visaram nesta sexta-feira uma base militar pró-milícias xiitas huthis perto de Taez, no sudoeste do país. Segundo moradores, houve combates intensos durante toda a noite.

Os aviões da coalizão atacaram a base três dias após o anúncio de Ryad do fim da primeira fase da campanha para frear os avanços da rebelião.

Em Aden, a maior cidade do sul do Iêmen, bombardeios também tiveram como alvos posições rebeldes. Confrontos violentos também foram registrados entre os milicianos huthis e partidário do presidente Abd Rabbo Mansur Hadi, que se encontra refugiado.

 

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