Tunísia/Terrorismo

Tunísia decreta estado de emergência por um mês devido a ameaças terroristas

Policias patrulham uma praia turística no litoral da Tunísia.
Policias patrulham uma praia turística no litoral da Tunísia. REUTERS/Zohra Bensemra

O presidente tunisiano Béji Caïd Essebsi decretou neste sábado (4) estado de emergência no país devido a "persistência de ameaças" sobre o país. Há oito dias, um atentado sangrento na praia de Susa deixou 38 turistas mortos.

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As autoridades tunisianas anunciaram também a demissão de vários dirigentes políticos, entre eles o governador de Susa, onde aconteceu o ataque reivindicado pelo grupo Estado Islâmico. "Nós decidimos, após consultar o presidente do parlamento e o chefe de governo, decretar o estado de emergência sobre todo o território tunisiano por 30 dias", declarou o presidente Béji Caïd Essebsi em um discurso pela televisão.

Ele informou que as medidas de excessão entram em vigor a partir deste sábado. O chefe de estado justificou a decisão pela "situação excepcional que vive o país depois do último atentado terrorista e a persistência de ameaças que fazem com que o país enfrente uma guerra de um tipo especial".

Medidas por tempo determinado

No dia 26 de junho, um tunisiano de 23 anos, identificado como o estudante Seifeddine Rezgui, abriu fogo contra turistas em uma praia perto de piscinas de um hotel de Porto El Kantaoui, nos arredores de Susa. Pelo menos 38 pessoas morreram, sendo 30 britânicos. O ataque, assim como o atentado contra o museu do Bardo em Túnis, foi reivindicado pelo grupo Estado Islâmico.

O estado de emergência concede poderes excepcionais às forças de segurança e autoriza as lideranças locais a proibir greves e reuniões que possam resultar em ameaça à ordem pública. O porta-voz da presidência afirmou que o estado de emergência irá observar a legislação e será por tempo determinado.
 

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