Iêmen/Trégua

Chefe dos rebeldes xiitas no Iêmen rejeita trégua da coalizão árabe

A refinaria de petróleo de Aden em chamas devido aos combates na cidade
A refinaria de petróleo de Aden em chamas devido aos combates na cidade REUTERS/Stringer

O chefe dos rebeldes xiitas no Iêmen, Abdel Malak al Huthi, rejeitou neste domingo (26) no Twitter a trégua humanitária decretada pela coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita, que deve entrar em vigor na segunda-feira à 0h (18h de domingo em Brasília).

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"A trégua foi rejeitada. Ela foi pedida pelo agressor saudita que quer uma pausa para mobilizar mais combatentes em direção a Aden", a grande cidade do sul do país, reconquistada pelas forças governamentais, disse o chefe dos rebeldes em uma mensagem em sua conta do Twitter, que embora não esteja autentificada, conta com mais de 16 mil seguidores.

"A batalha prossegue e a guerra não está terminada", acrescenta o comandante na mensagem, na qual afirma que a expulsão dos mercenários da agressão saudita é obrigatória.

Coalizão árabe

A coalizão árabe que realiza os bombardeios contra os rebeldes no Iêmen desde 26 de março anunciou no sábado uma trégua de cinco dias para permitir a chegada de ajuda humanitária para os civis, muito afetados após quatro meses de conflito.

No entanto, a coalizão se reservou o direito de responder a qualquer atividade ou movimento militar dos rebeldes xiitas huthis. A decisão de decretar uma trégua ocorre depois que as forças leais ao presidente Abd Rabo Mansur Hadi, refugiado em Riad com boa parte de seu governo, conseguiram controlar grande parte de Aden e expulsar os rebeldes, que conservam apenas algumas posições no norte.
 

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