Acessar o conteúdo principal
Egito/escândalo

Escândalo de suborno envolvendo ministro derruba gabinete no Egito

Ibrahim Mahlab, primeiro-ministro egípcio, apresentou demissão do gabinete.
Ibrahim Mahlab, primeiro-ministro egípcio, apresentou demissão do gabinete. REUTERS/Amr Abdallah Dalsh/Files
2 min

O presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sissi, aceitou neste sábado (12)  a renúncia do gabinete do primeiro-ministro Ibrahim Mahlab. O anúncio foi feito pela presidência, sem mencionar as razões da demissão. Mas um representante do alto esclãodeclarou em anonimato à AFP que o objetivo era dar uma nova imagem ao poder, após denúncias de corrupção envolvendo um ministro.

Publicidade

O presidente encarregou Mahlab, um cacique do partido do deposto presidente Hosni Mubarak, de conduzir os assuntos correntes até que seja formado um novo gabinete, de acordo com um comunicado. Al-Sissi elogiou os esforços de seu primeiro-ministro, no poder desde o início de 2014, e equipe durante "um difícil período na história do país", referindo-se à instabilidade do Egito em matéria de segurança.

A mudança no gabinete acontece após vários escândalos de corrupção, incluindo a prisão,há menos de uma semana, do então ministro da Agricultura, Salah Helal, acusado de ter "pedido e recebido" subornos de um empresário para a aquisição de terras pertencentes ao Estado.

Oposição inexistente

A demissão de Mahlab acontece a algumas semanas das eleições legislativas que devem começar em 17 de outubro, uma votação cujos resultados inúmeros observadores dizem que não trarão surpresas, uma vez que a oposição é quase inexistente. Os Irmãos Muçulmanos, que dominavam a oposição no Egito há quase 90 anos, foram considerados como "organização terrorista" em 2013. Além disso, as principais vozes dissidentes, como os líderes da juventude revolucionária que derrubou Mubarak, estão na prisão.

As últimas eleições legislativas datam do final de 2011, dez meses após a queda de Mubarak. Os Irmãos Muçulmanos foram os vencedores. O então líder do movimento, Mohamed Mursi, tornou-se seis meses depois o primeiro presidente eleito democraticamente no Egito. Ele foi deposto pelo exército em julho de 2013. 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.