Irã/Nuclear

Obama dá sinal verde para início da suspensão das sanções contra o Irã

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama .
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama . REUTERS/Jonathan Ernst

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu oficialmente neste domingo (18) a diversos setores da administração americana para preparar a suspensão das sanções do país contra o Irã. A medida está prevista no acordo nuclear assinado no dia 14 de julho entre Teerã e as grandes potências.

Publicidade

Este domingo, chamado de "dia da adoção", marca o fim do período de 90 dias seguintes à aprovação de um pacto diplomático pelo Conselho de Segurança da ONU.

Em um memorando, Obama pede "a tomada de medidas suplementares apropriadas para a aplicação efetiva dos compromissos americanos previstos" no acordo nuclear. O documento foi encaminhado para vários responsáveis da administração pública americana como o setor diplomático, o Tesouro, os departamentos de Comércio, de Energia, entre outros.

"Este é um dia importante para todos nós, e uma primeira etapa crucial no processo definido para que o programa nuclear iraniano seja exclusivamente pacífico", declarou o secretário de Estado John Kerry em um comunicado.

Washington pretende com o anúncio demonstrar a Teerã e seus aliados sua determinação em cumprir com todos os seus compromissos. Mas nenhuma sanção será suspensa neste domingo, avisou um responsável da diplomacia americana, que pediu anonimato.

A União Europeia deve oficializar também neste domingo os preparativos para pôr fim às sanções contra o regime iraniano.

Fim das sanções vai depender do Irã

A data da suspensão efetiva das sanções vai depender do Irã, segundo a diplomacia americana. O país deverá começar a desmantelar uma grande parte de sua infraestrutura nuclear, um processo que poderá demorar vários meses, antes das sanções dos ocidentais serem totalmente suspensas.

Os iranianos têm muito interesse em cumprir com sua parte no acordo porque precisam resgatar dezenas de bilhões de dólares de fundos congelados em bancos estrangeiros para investir na economia do país, que se encontra em uma situação difícil devido ao embargo.

 

 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.