John Kerry/Síria

Washington vai discutir com Moscou e aliados solução política para a Síria

Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, durante coletiva no Ministério dos Negócios Estrangeiros em Madrid, Espanha.
Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, durante coletiva no Ministério dos Negócios Estrangeiros em Madrid, Espanha. REUTERS/Andrea Comas

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, afirmou nesta segunda-feira (19) durante uma coletiva de imprensa em Madri que seu país acredita ter a responsabilidade de evitar a destruição completa da Síria. Kerry alegou que o conflito desestabiliza a região, além de provocar grandes ondas de emigração.

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Na Espanha para uma reunião com o chanceler espanhol, José Manuel García Margallo, o secretário também confirmou para os próximos dias uma reunião com dirigentes russos, turcos e sauditas para encontrar uma solução política para o conflito.

"O nível de imigração na Europa é perigoso", disse John Kerry. "A ameaça de ver chegar ainda mais [refugiados] caso a violência continue é real", advertiu. Uma nova onda de imigração causaria "implicações enormes em termos de segurança".

O secretário de Estado também expressou o temor de que, com sua intervenção militar no conflito, a Rússia busque "simplesmente manter em seu lugar" o presidente sírio, Bashar al-Assad, o que, para Kerry, apenas "atrairia mais jihadistas e aumentaria o número de refugiados". Mas, segundo ele, poderia existir outra via se Moscou desejasse uma solução política enquanto, simultaneamente, combate o grupo Estado Islâmico (EI).

Desgaste e mais ataques

Enquanto isso, os ataques contra o grupo extremista continuam. De acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, ao menos 40 jihadistas morreram após um bombardeio aéreo sobre a cidade de Hama, no centro do país, neste fim de semana. O ataque visava um comboio da organização que acabava de deixar a cidade de Rakka, também no centro do país.

O exército sírio tem encontrado dificuldades nas ofensivas contra os rebeldes, apesar do intenso apoio aéreo russo. De acordo com especialistas, elas se devem principalmente ao cansaço dos soldados, que já entram no quarto ano de guerra com milhares de perdas e uma redução acentuada de armamentos e munições.

 

 

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