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Egito/Acidente

Para Londres, bomba poderia ter provocado queda de avião russo

Homenagens às vítimas do acidente com o avião da Metrojet continuam na Rússia, enquanto análises das caixas-pretas prosseguem.
Homenagens às vítimas do acidente com o avião da Metrojet continuam na Rússia, enquanto análises das caixas-pretas prosseguem.
Texto por: RFI
2 min

O governo britânico expressou nesta quarta-feira (4) o temor de que uma bomba teria provocado a explosão do avião russo da Metrojet no Egito. O acidente, reivindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI) tirou a vida de 224 pessoas. Londres também anunciou a suspensão dos voos para o balneário egípcio de Sharm el Sheikh, de onde o voo partiu. A análise das caixas-pretas continua.

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"Enquanto a investigação estiver aberta, não podemos dizer categoricamente porque o avião russo caiu", explicou o porta-voz. "Mas à medida que vai aparecendo nova informação, começamos a nos inquietar porque o avião pode ter sido derrubado por um artefato explosivo", afirmou o porta-voz do governo britânico.

As declarações do representante do premiê britânico, David Cameron, foram feitas antes de Londres anunciar a decisão de "suspender os voos que tinham que vir esta noite de Sharm el Sheikh". A medida visa dar tempo para que especialistas em segurança e aviação cheguem ao Egito para supervisionar o retorno dos voos britânicos.

Nesta quarta-feira, o presidente egípcio Abdel Fatah al-Sisi deixou o Cairo rumo a Londres, onde realizará uma visita oficial de três dias. Antes de embarcar para o Reino Unido, Sisi falou por telefone com Cameron, com quem chegou a um acordo sobre a necessidade de "garantir uma maior segurança" em Sharm el Sheikh, destino turístico muito procurado pelos britânicos.

Grupo Estado Islâmico reivindica atentados

O grupo Estado Islâmico reafirmou nesta quarta-feira ter sido o responsável pela queda do avião comercial no deserto egípcio, no sábado passado. Os jihadistas reivindicaram também um atentado suicida cometido nesta quarta com carro-bomba em Al-Arich, no Sinai, no qual três policiais morreram.

Esse novo ataque acontece na mesma região da queda do Airbus da companhia Metrojet. Segundo os terroristas, o atentado foi cometido por um suicida, em represália à "prisão de mulheres beduínas pelas forças apóstatas" na região.

As caixas-pretas do Airbus começaram a ser estudadas na terça-feira, mas o presidente egípcio já antecipou que análise pode levar bastante tempo.

(Com informações da AFP)
 

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