Moscou

França e Rússia chegam a acordo para intensificar ataques ao grupo Estado Islâmico

François Hollande e Vladimir Putin em Moscou hoje.
François Hollande e Vladimir Putin em Moscou hoje. REUTERS/Sergei Chirikov/Pool

Os presidentes da França e da Rússia se encontraram na tarde desta quinta-feira (26), em Moscou, para discutir o combate ao grupo Estado Islâmico e garantem ter chegado a um acordo para compartilhar informações militares e intensificar os ataques aos extremistas.

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Vladimir Putin disse que está pronto a colaborar com a França para enfrentar o que ele classificou como “inimigo comum”. Sobre a mesa do encontro estavam em debate os meios de como coordenar esta união, já que tanto a França quanto a Rússia realizam há semanas ataques aéreos contra o grupo Estado Islâmico de forma independente.

"Achamos que essa coalizão é absolutamente necessária e, nisso, nossas posições coincidem", afirmou Putin, citando a necessidade de "unir os esforços contra um mal comum". O principal entrave para a formação de uma ampla coalizão é que os países ocidentais pediam que os russos atacassem apenas o grupo Estado Islâmico, e não os rebeldes inimigos de Bashar al-Assad, como vinha fazendo.

“Não há mais espaço para al-Assad”

Na coletiva de imprensa após o encontro, François Hollande afirmou que franceses e russos também chegaram a um acordo sobre este tema: segundo ele, a partir de agora, todos os grupos rebeldes que estiverem combatendo o grupo Estado Islâmico serão poupados pelos ataques aéreos de Rússia e França e, inclusive, receberão apoio.

A troca de informações deve servir para evitar que os bombardeios atinjam "quem luta contra o Daesh", explicou o presidente francês, referindo-se aos rebeldes moderados que combatem o regime sírio e o EI.

Hollande disse que “não há espaço para Bashar al-Assad no futuro da Síria”. Putin não foi tão enfático, e defendeu o trabalho coordenado com o líder sírio que seu país vem conduzindo desde 30 setembro. Putin disse que que aliar-se a al-Assad era a escolha natural para enfrentar os jihadistas.

Continuando uma intensa semana diplomática, Hollande recebeu pela manhã em Paris o chefe do governo italiano, Matteo Renzi, depois de ter-se encontrado com a chanceler alemã, Angela Merkel, com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e com o primeiro-ministro britânico, David Cameron.

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