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Ataques matam ao menos 32 pessoas no Iraque

Na região de al-Anbar, combatentes sunitas participam de desfile.
Na região de al-Anbar, combatentes sunitas participam de desfile. REUTERS/Thaier Al-Sudani
3 min

Pelo menos 32 pessoas foram mortas nesta segunda-feira (11) em atentados no Iraque, entre eles um ataque a um shopping center de Bagdá, reivindicado pelo grupo Estado Islâmico, informaram fontes médicas e de segurança.

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O primeiro ataque, registrado à tarde, teve como alvo um shopping center no bairro de maioria xiita Al-Jadida, no leste da capital iraquiana, e deixou ao menos 12 mortos. Segundo um funcionário do Ministério do Interior, homens armados detonaram um carro-bomba antes de abrir fogo na rua e entrar no centro comercial Zahrat Bagdad.

Várias pessoas foram feitas reféns e três delas foram executadas quando as forças de segurança tentaram neutralizar os atacantes, indicou um coronel da polícia. "Os atacantes libertaram pelo menos nove reféns, entre mulheres e crianças", acrescentou, destacando que ao menos dois membros das forças de segurança foram mortos e nove ficaram feridos no ataque. Uma fonte médica confirmou o balanço.

Segundo a polícia, uma unidade antiterrorista dos serviços de inteligência foi deslocada para o local. Helicópteros sobrevoaram a região, enquanto forças de segurança foram mobilizadas no bairro, onde as ruas eram reabertas progressivamente.

Jihadistas assumem ataque em shopping center

Em um comunicado publicado na Internet, o grupo Estado Islâmico afirmou que quatro de seus integrantes tinham atacado os xiitas. O grupo extremista sunita indicou ter matado ou ferido 90 pessoas, mas costuma superestimar o número de vítimas de seus ataques.

Em Mouqdadiya, no nordeste de Bagdá, 20 pessoas morreram em ataques a um café, onde uma bomba foi detonada, seguida de um atentado suicida com carro-bomba, acionado quando os clientes se dirigiam ao local do primeiro ataque, informaram um capitão da polícia e um coronel do exército.

De acordo com um oficial iraquiano, a província de Diyala, onde se encontra Mouqdadiyah, foi "libertada" do grupo EI em janeiro de 2015, mas isso não pôs fim aos ataques lançados pelos jihadistas.

O atentado não foi reivindicado de imediato. O grupo jihadista reivindica regularmente os atentados em Bagdá contra civis xiitas, comunidade majoritária no Iraque a que considera herege. Os extremistas controlam vastos territórios no país, a oeste e norte de Bagdá, após uma ofensiva lançada em 2014.
 

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