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Síria/ conflito

Apoio russo leva forças sírias a reconquistar berço da família Assad

Cidade de Jobar, na periferia da capital síria, Damasco, está destruída pela guerra.
Cidade de Jobar, na periferia da capital síria, Damasco, está destruída pela guerra. REUTERS/Bassam Khabieh
Texto por: RFI
3 min

As forças do governo sírio reassumiram o controle da localidade de Rabia, último reduto rebelde estratégico na província costeira de Latakia, no oeste do país, perto da fronteira com a Turquia. A província é o berço da família Assad, que governa a Síria há mais de quatro décadas.

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Rabia foi ocupada pelos rebeldes em 2012 e, desde então, permaneceu sob o domínio de diferentes grupos insurgentes, entre eles a Frente Al-Nusra, braço sírio da Al-Qaeda. A ofensiva do regime para retomar a cidade durou vários dias, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos. A organização, próxima da oposição síria, disse que a ofensiva contou com o apoio militar da Rússia, incluindo ataques aéreos russos.

A queda de Rabia, após a de Salma, outra cidade estratégica de Latakia, em 12 de janeiro, permite às tropas de Assad cortar as rotas de reabastecimento dos rebeldes a partir da Turquia, afirmou à AFP Rami Abdel Rahman, diretor do OSDH. “As autoridades militares da Rússia cumpriram um papel essencial na captura de Rabia", completou Rahman.

De acordo com o observatório, a população continua sofrendo as consequências do conflito: mais de 90 civis morreram nos bombardeios dos últimos dias, que a ONG atribui à aviação russa. De acordo com o analista Fabrice Balanche, Rabia "é a interseção de todas as rotas de abastecimento da região", com o cruzamento dos caminhos para o norte do país, na fronteira com a Turquia, com outras posições dos rebeldes no leste.

“Sem terroristas à mesa”

Neste domingo, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, disse que as próximas negociações organizadas pela ONU em Genebra devem incluir rebeldes islamitas, mas excluir os extremistas. "Onde é possível esperar encontrar grupos moderados depois de cinco anos de guerra civil e violência extrema?", questionou Steinmeier, em uma entrevista ao jornal Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung.

"Temo que passou o momento em que é possível escolher os interlocutores e os negociadores", disse. O chanceler, no entanto, explicou que não quer "nem terroristas, nem extremistas islâmicos à mesa".

Retorno incerto das negociações de paz

Na semana passada, os dirigentes da fragmentada oposição síria anunciaram que seu principal negociador será um líder rebelde islamita apoiado por Riad, Mohamed Alush, do grupo armado Jaish al Islam (Exército do Islã, em árabe). A escolha foi questionada pelo governo de Damasco, que considera o Jaish al Islam um grupo "terrorista". A opção também foi criticada por outros grupos opositores, que consideram inaceitável que a delegação seja liderada pelo integrante de um grupo armado.

As negociações deveriam começar nesta segunda-feira, 25 de janeiro, mas as partes ainda discutem o complexo tema da representação, o que pode provocar o adiamento do início das conversações.

Neste domingo, a Turquia prendeu 23 supostos membros do grupo Estado Islâmico (EI) que tentaram atravessar a fronteira a partir da Síria. Ao lado dos jihadistas estavam 21 crianças, indicou o exército turco.

 

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