Reunião do G7

Kerry fica "profundamente emocionado" ao visitar o Memorial de Hiroshima

John Kerry fez visita histórica ao Memorial da Paz de Hiroshima.
John Kerry fez visita histórica ao Memorial da Paz de Hiroshima. REUTERS/Jonathan Ernst

Durante uma visita histórica a Hiroshima, no Japão, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, disse nesta segunda-feira (11) ter ficado profundamente emocionado com o local e sugeriu que o presidente Barack Obama também visite a cidade. Kerry participou de reunião do G7 que defendeu mundo sem armas nucleares.

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Kerry se tornou o primeiro chefe da diplomacia americana a visitar o memorial da paz de Hiroshima, cidade destruída por um bomba atômica lançada pela aviação americana na Segunda Guerra Mundial, no dia 6 de agosto de 1945. O bombardeio atômico devastou a cidade e deixou 140.000 mortos. Até hoje, os moradores de Hiroshima morrem de doenças causadas pelos efeitos prolongados da radiação.

Diante da imprensa, o secretário americano defendeu um mundo sem armas nucleares e disse que os Estados Unidos poderão aumentar a pressão sobre a Coreia do Norte por causa de seus programas nuclear e balístico. Washington continuará, por outro lado, favorável a uma negociação de paz com o regime de Pyongyang, a fim de dissipar a ameaça nuclear e a tensão na península coreana. Segundo Kerry, o líder norte-coreano representa uma aberração em relação à direção que o mundo está tomando.

Kerry e outros seis chefes da diplomacia do G7, grupo formado por Estados Unidos, Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão e Reino Unido, visitaram o memorial de Hiroshima à margem de uma reunião de dois dias, preparatória para a grande cúpula de chefes de Estado e de governo do grupo no final de maio. Kerry expressou o desejo de que Barack Obama visite Hiroshima durante sua viagem ao Japão, anfitrião do novo encontro do G7, mas garantiu não saber das intenções do presidente americano.

G7 defende um mundo sem armas nucleares

A reunião preparatória abordou sobretudo o desarmamento e a não proliferação nuclear. A declaração final demonstra o apoio do G7 a um "mundo sem armas nucleares". Os sete países também fizeram um apelo para "intensificar e acelerar" a luta contra o grupo Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria, ante a "ameaça mundial de terrorismo", em outro documento.

"Reafirmamos nosso compromisso para buscar um mundo mais seguro para todos e criar as condições para um mundo sem armas nucleares", afirma a Declaração de Hiroshima, que cita entre os desafios "as repetidas provocações da Coreia do Norte". Os ministros destacaram a importância do encontro, "71 anos depois da Segunda Guerra Mundial, cenário de um horror sem precedentes no mundo".

Segundo os ministros, "ao longo dos anos, aconteceu uma redução significativa dos arsenais dos Estados dotados de armamento nuclear", mas é necessária mais "transparência". "Isto nos recorda, com força e dureza, que temos não apenas a obrigação de acabar com a ameaça das armas nucleares, mas também devemos fazer todo o possível para evitar a guerra", escreveu Kerry no livro de ouro do memorial.

Com informações da AFP
 

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