Síria/Crise

Hezbollah promete seguir defesa de regime sírio após morte de comandante militar

Caixão do ex-comandante militar do Hezbollah na Síria, Mustafá Badreddine, é carregado por uma multidão no sul de Beirute.
Caixão do ex-comandante militar do Hezbollah na Síria, Mustafá Badreddine, é carregado por uma multidão no sul de Beirute. REUTERS/Aziz Taher
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O movimento xiita libanês Hezbollah acusou neste sábado (14) os extremistas islâmicos sírios pela morte de seu comandante militar Mustafá Badreddine. O grupo prometeu seguir lutando para defender o regime do presidente Bashar Al-Assad.

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Nenhum grupo rebelde ou jihadistas, que o Hezbollah combate ao lado das tropas sírias, reivindicou o ataque desta sexta-feira (13) que resultou na morte de Badreddine. Mustafá Badreddine é o líder do Hezbollah de maior destaque morto desde o assassinato, em fevereiro de 2008, do seu antecessor Imad Mughiyé.

"Nossa investigação provou que a explosão de um dos nossos postos de controle perto do aeroporto internacional de Damasco que matou o irmão comandante Mustafá Badreddine foi provocada por um bombardeio de artilharia de um dos grupos takfiris presentes na região", afirmou o Hezbollah em um comunicado.

O regime de Al-Assad e o movimento xiita libanês denominam como "takfiris" (literalmente, os que acusam outros muçulmanos de apostasia) os grupos jihadistas ou ultrarradicais islâmicos sunitas envolvidos na guerra na Síria.

No entanto, o Hezbollah não fez referência a nenhum dos inúmeros grupos sunitas armados presente no país. A região onde se encontra o aeroporto internacional de Damasco, local do bombardeio, segundo o Hezbollah, é controlada pelo regime sírio, com uma forte presença também dos aliados iranianos.

A primeira posição rebelde se encontra a cerca de 7 Km de distância, em Guta oriental. De acordo com o Observatório Sírio de Defesa dos Direitos Humanos, nenhum disparo de artilharia foi registrado nas últimas 72 horas na região onde se encontra o aeroporto de Damasco.

Em seu comunicado, o Hezbollah afirma que "os resultados da investigação reforçam nossa determinação e nossa vontade de prosseguir o combate contra esses grupos criminosos e derrotá-los. Era o desejo de nosso querido mártir".

De acordo com uma fonte de segurança da Síria, a explosão aconteceu na noite de quinta-feira (12) perto do aeroporto onde se encontrava Badreddine. O comandante militar, de 55 anos, era o responsável pelas ações do grupo xiita na Síria. Ele era um dos cinco membros do Hezbollah acusado da morte do ex-primeiro ministro Rafic Hariri, assassinado em um atentado em Beirute, em 2005.

Badreddine foi enterrado ao sul de Beirute, no tradicional reduto do Hezbollah na capital libanesa, ao lado de seu antecessor.

 

 

 

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