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Estados Unidos/Iraque

EUA vão enviar mais 560 militares ao Iraque para combater grupo Estado Islâmico

O Chefe do pentágono, Ashton Carter se reuniu com o primeiro-ministro Haider al-Abadi(direita) durante sua quarta visita ao Iraque desde que assumiu o cargo, em fevereiro de 2015. 11/07/2016
O Chefe do pentágono, Ashton Carter se reuniu com o primeiro-ministro Haider al-Abadi(direita) durante sua quarta visita ao Iraque desde que assumiu o cargo, em fevereiro de 2015. 11/07/2016 IRAQI PRIME MINISTER'S PRESS OFFICE / AFP
Texto por: RFI
3 min

O chefe do Pentágono, Ashton Carter, anunciou nesta segunda-feira (11) que os Estados Unidos vão enviar mais 560 militares ao Iraque. O representante americano esteve em Bagdá, onde discutiu com as autoridades locais as medidas para lutar contra o grupo Estado Islâmico.

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Com o envio de novas tropas, sobe para 4.600 o número de militares americanos no Iraque, encarregados principalmente de missões de formação das tropas iraquianas. Carter se reuniu com o primeiro-ministro Haider al-Abadi e seu colega Khaled al-Obeidi. Esta é sua quarta visita ao país desde 2015 – os Estados Unidos lideram uma ampla coalizão internacional para combater o grupo extremista sunita.

Segundo o secretário americano, os últimos atentados perpretados no Iraque reforçam ainda mais a determinação dos EUA em derrotar o grupo EI. O grupo cometeu em 4 de julho um atentado suicida em Bagdá, que matou cerca de 300 pessoas, um dos mais sangrentos no Iraque desde a invasão americana do país em 2003.

Forças iraquianas retomam base perto de Mossoul

A visita de Carter ocorre dois dias após a retomada pelas forças iraquianas de uma base aérea situada a cerca de 60 km ao sul de Mossul. Trata-se de etapa fundamental no processo de reconquista da segunda cidade do país, que caiu nas mãos do EI em junho de 2014. É lá que estão situadas refinarias que produzem parte do petróleo vendido pelos extremistas, que financia uma parte de suas atividades.

Durante a reunião com os membros do governo iraquiano, Carter ressaltou o sucesso da campanha anti-EI, mais de dois anos depois do grupo conquistar grandes áreas no Iraque e na Síria. Mas, apesar dessas vitórias, a comunidade internacional não foi capaz de reduzir a capacidade da organização extremista de realizar ataques devastadores em todo o mundo.

Extremistas perdem terreno

A guerra anti-EI permitiu recuperar, de acordo com o Pentágono, 45% do território que os extremistas controlavam no Iraque desde 2014 e 20% das áreas ocupadas pelo grupo na Síria. O Pentágono também comemora o sucesso das "10 primeiras etapas" da campanha anti-EI, que incluíram a recuperação de várias grandes cidades, incluindo Ramadi, no Iraque, e Al-Chaddadi, uma cidade no nordeste da Síria que era um reduto do EI.
 

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