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Turquia

Governo turco admite ter exagerado no expurgo após tentativa de golpe

Forças turcas prenderam mais 11 pessoas acusadas de tentar sequestrar o presidente Recep Tayyip Erdogan.
Forças turcas prenderam mais 11 pessoas acusadas de tentar sequestrar o presidente Recep Tayyip Erdogan. REUTERS/Kenan Gurbuz
Texto por: RFI
2 min

O primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, admitiu nesta segunda-feira (1°) que algumas pessoas podem ter sido presas de maneira abusiva no expurgo radical que vem sendo praticado nas universidades, nos meios de comunicação, na indústria, na polícia e no Exército, após a tentativa fracassada de golpe de Estado no dia 15 de julho. Segundo o gabinete do premiê, uma investigação detalhada está em curso para corrigir "possíveis erros".

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A Turquia ficou isolada no exterior desde o início da "caça às bruxas", que já provocou a demissão de 50 mil pessoas e 18 mil detenções. Dirigentes europeus fizeram duras críticas ao governo turco e, apesar do discurso inflexível do presidente Recep Tayyip Erdogan, o governo parece estar cogitando um maior controle dos excessos.

Turquia tenta se reaproximar dos EUA

Pela primeira vez depois da tentativa de golpe, o primeiro-ministro e comandantes militares se reunirão nesta segunda-feira com o chefe do Estado-Maior das forças americanas, Joseph Dunford. Este será o primeiro contato entre Washington e Ancara, depois das acusações de um suposto apoio americano à desestabilização do governo islâmico, feito pelo conservador do presidente Erdogan.

A reaproximação pode ter segundas intenções: Ancara pediu a Washington a extradição do pregador turco Fethullah Gulen, apontado como mentor do golpe. Ele vive exilado no Estado da Pensilvânia, no nordeste dos Estados Unidos.

Mais prisões relativas à tentativa de golpe

Nesta segunda, as forças turcas anunciaram ter detido 11 membros do grupo que tentou capturar Erdogan em um hotel na costa do Mediterrâneo, no dia 15 de julho. Avisado, o presidente conseguiu deixar o local ileso.

Os soldados, que estavam foragidos, foram localizados e detidos na província de Mugla, na região sudoeste da Turquia. Houve troca de tiros, sem vítimas. Além deles, outras 25 pessoas que tentaram invadir o hotel onde Erdogan passava férias foram presas nas últimas semanas.

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