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Turquia

Presidente da Turquia diz que pena de morte volta “se o povo quiser”

Presidente Erdogan e sua esposa, Emine Gulbaran, acenam para os milhares de manifestantes que participaram de ato em Istambul.
Presidente Erdogan e sua esposa, Emine Gulbaran, acenam para os milhares de manifestantes que participaram de ato em Istambul. Kayhan Ozer/Presidential Palace/Handout via REUTERS
Texto por: RFI
3 min

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou neste domingo (7) que, "se o povo quiser", é possível restabelecer a pena de morte na Turquia, em um discurso para milhares de manifestantes reunidos em Istambul. Os participantes diziam-se a favor da democracia e contra a tentativa de golpe de Estado ocorrida no país em 15 de julho.

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"Se o povo quiser a pena de morte, os partidos respeitarão sua vontade", afirmou Erdogan. O presidente declarou ainda que o Parlamento decidirá sobre a pena capital e adiantou que aprovará "a decisão do Parlamento".

Neste domingo (7), mais de 1 milhão de turcos participaram da manifestação, convocada por Erdogan. A marcha foi transmitida em telões instalados em outras manifestações, organizadas em 81 províncias do país. Os militantes do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), do presidente, têm saído às ruas todas as noites desde o fracasso do golpe no qual morreram 273 pessoas, incluindo os 34 conspiradores.

Os militantes querem demonstrar apoio ao líder, em meio à enxurrada de críticas que o governo turco tem recebido dos países ocidentais. A União Europeia e os Estados Unidos condenam Ancara pela reação repressiva contra os opositores ao governo, nas semanas que se seguiram ao golpe fracassado. “Você é um presente de Deus, Erdogan” e “Mande-nos morrer e nós o faremos” eram alguns dos cartazes vistos durante o ato em Istambul.

Ameaça de golpes une oposição

Os dirigentes de dois partidos da oposição – Partido Republicano do Povo e Partido da Ação Nacionalista – foram convidados a discursar durante a manifestação. “A única maneira de eliminar golpes de Estado é ressaltar os valores da república. Esses valores fazem a nossa união e devem ser mostrados com força em Istambul”, declarou um dos líderes opositores, Kemal Kilicdaroglu, pelo Twitter.

A brutalidade da tentativa de golpe chocou o país, onde a última manobra do gênero tinha ocorrido em 1980. Por isso, até os adversários de Erdogan, que denunciam o autoritarismo do presidente, preferem que ele permaneça no cargo do que assistir ao risco de novos golpes se repetirem, como ocorreu durante a primeira metade do século 20 na Turquia.

Com informações AFP
 

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