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Pesquisadores concluem que humanos não viverão mais do que 125 anos

A francesa Jeanne Calment foi a pessoa que viveu mais tempo, tendo falecido aos 122 anos
A francesa Jeanne Calment foi a pessoa que viveu mais tempo, tendo falecido aos 122 anos wikimédia
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A longevidade tem limite. Esta é a conclusão do estudo que acaba de ser publicado na revista científica Nature, que afirma que a probabilidade de uma pessoa viver mais do que 125 anos é uma entre dez mil. Estudo foi feito com dados de 40 países.  

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Mesmo se a esperança de vida aumentou progressivamente no século XX, a duração máxima da vida humana já pode ter sido atingida. "Nossos resultados sugerem que a duração máxima da vida humana é fixa e submetida a circunstâncias naturais" explica um dos autores americanos da pesquisa publicada na revista Nature, Jan Vijg.

A pessoa que viveu mais tempo até hoje foi a francesa Jeanne Calment, que morreu em 1977, aos 122 anos. Mas esse "recorde" não deve ser ultrapassado, constatam Jan Vijg e seus dois colegas, Xiao dong e Brandon Milholland, do Albert Einstein College of Medicine, de Nova York. "Antes, demógrafos e biólogos defendiam a ideia de que a esperança de vida nunca deixaria de progredir. Mas nosso trabalho aponta que a idade máxima já foi atingida e que o pico aconteceu nos anos 90", relata Vijg.

Avanços da medicina melhoram mas não aumentam esperança de vida

Os autores da pesquisa compilaram dados demográficos em quarenta países. Na Suécia, a idade máxima passou de 101 anos durante o ano de 1860 a 108, nos anos 90. Na França, o número de pessoas vivas com mais de 75 anos aumentou desde 1900. Mas a conclusão é que, depois dos 100 anos, a esperança de vida estagnou e depois diminuiu. "Os novos progressos na luta contra as doenças infecciosas e crônicas podem aumentar a média de vida da população, mas não a duração máxima da vida", observa Vijg.

Entrevistado pelo jornal francês Le Monde, Hugo Aguilaniu, o diretor de pesquisas especializado em genética do CNRS (Centro Nacional de Pesquisas Científicas) reconhece que a impossibilidade de haver um grande número de super-centenários é uma falha. E ele contesta indiretamente a teoria dos três cientistas americanos: "Esse estudo demográfico se baseia em dados atuais dos seres humanos e não leva em conta os avanços dos trabalhos de pesquisa contra o envelhecimento", analisa.

Brasileiro afirma estar entre os mais velhos do mundo

"Nosso dever de cientista é dizer a verdade, mesmo se não é agradável", diz Brandon Milholland; ele completa que as pessoas em busca de imortalidade continuarão a se apegar à esperança de que tecnologias que ainda não foram descobertas possam ultrapassar os limites atuais.

Hoje, comprovadamente, a pessoa mais velha do mundo é a italiana Emma Morano, de 116 anos. Mas outros reivindicam o título, como o cearense João Coelho de Souza, que afirma ter nascido em 10 de março de 1884 e ter 132 anos; ou o indonésio Abah Gotho, que diz ter vindo ao mundo em 31 de dezembro de 1870 e ter 145 anos.

 

 

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