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Turquia/Terrorismo

Turquia viveu ano marcado pelo terrorismo

Sobreviventes do ataque contra a casa noturna Reina, em Istambul
Sobreviventes do ataque contra a casa noturna Reina, em Istambul REUTERS/Huseyin Aldemir
Texto por: RFI
3 min

O ataque de Ano Novo em Istambul, que deixou ao menos 39 mortos em uma casa noturna, completa uma longa lista de atentados que sacudiram a Turquia em um ano, com a retomada do conflito curdo e os combates na vizinha Síria. A maioria dos episódios foram atribuídos ou reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI) ou o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) e suas ramificações.

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O ataque na casa noturna Reina, que manchou a virada do ano em Istambul, confirma a posição da Turquia no triste ranking dos países que mais sofreram com o terrorismo em 2016. Desde 12 de janeiro, quando doze turistas alemães morreram vítimas de um atentado suicida, reivindicado pelo EI, no centro histórico de Istambul, um local muito turístico, os turcos enfrentam ataques constantes.

Em 17 de fevereiro, a explosão de um carro-bomba conduzido por um suicida deixou 28 mortos e 80 feridos em Ancara. O ataque, dirigido contra militares, foi reivindicado pelos Falcões da Liberdade do Curdistão (TAK). Em 13 de março, outras 35 pessoas morreram e 120 ficaram feridas em mais um atentado de autoria do mesmo grupo na capital. Uma semana depois, em 19 de março, quatro turistas (três israelenses e um iraniano) morreram em Istambul e 36 pessoas ficaram feridas em um ataque-suicida. As autoridades acusam o grupo EI.

Em junho, novos episódios semearam o pânico em Istambul. No dia 7, um carro-bomba explodiu com um ônibus de policiais matando 11 pessoas em Beyazit, bairro histórico de Istambul. Já no dia 28 de junho o alvo foi o aeroporto internacional Atatürk, palco de um triplo atentado. Não reivindicado, mas atribuído ao EI, o ataque deixou 47 mortos, entre eles vários estrangeiros.

Em 20 de agosto, 50 pessoas morreram em um ataque durante um casamento em Gaziantep (sudeste). O presidente Recep Tayyip Erdogan acusou o grupo EI. Já em 9 de outubro, 11 policiais foram mortos em atentado suicida com carro-bomba em Cizre (sudeste), na fronteira com a Síria, em um ataque reivindicado pelo PKK.

Em 4 de novembro, a explosão de mais um carro-bomba matou nove pessoas diante de uma delegacia em Diyarbakir, "capital" do sudeste, de maioria curda. Atribuído ao PKK, o episódio foi reivindicado pelo EI e, depois pelos TAK. Já no dia 24 do mesmo mês, um atentado com carro-bomba deixou dois mortos e 33 feridos no estacionamento da sede do governo de Adana (sul).

O mês de dezembro foi marcado por três ataques. Um duplo atentado no dia 10, que deixou 44 mortos e centenas de feridos no centro de Istambul, e no dia 17 em Kayseri, no centro do país, quando 14 soldados turcos foram mortos. O último episódio violento do ano foi o assassinato do embaixador russo na Turquia, Andrei Karlov, morto por um policial turco, que disse agir para vingar a tragédia da cidade síria de Aleppo.

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