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Terrorismo

Turquia prende mais de 400 supostos membros do grupo Estado Islâmico

Policial patrulha região da boate Reina, em Istambul, alvo de um ataque no dia 31 de dezembro de 2016.
Policial patrulha região da boate Reina, em Istambul, alvo de um ataque no dia 31 de dezembro de 2016. REUTERS/Huseyin Aldemir
2 min

A polícia turca prendeu neste domingo (5) mais de 400 pessoas na maior operação contra o Estado Islâmico (EI) desde o ataque a uma boate de Istambul na noite do 31 de dezembro. O atentado foi reivindicado pelo grupo jihadista.

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Segundo a agência pró-governo Anadolu, 423 pessoas foram presas em operações em todo o país, suspeitas de planejar atentados. A maioria delas, 150 pessoas, foram presas em Sanliurfa, no sudeste; 60 foram detidas em Ancara e 47 na cidade de Gaziantep, na fronteira com a Síria. Em Istambul, 18 suspeitos foram presos.

No total, 14 estrangeiros foram presos, entre eles, 10 crianças, indicou a Anadolu. Um dos suspeitos seria um sírio que estaria ajudando no transporte de membros do grupo Estado Islâmico para a Europa. De acordo com o governo turco, todos os estrangeiros serão expulsos do país.

Maior operação desde o Ano Novo

Esta é a maior operação policial contra supostos jihadistas desde o massacre na boate Reina, na noite do 31 de dezembro. Na noite do Ano Novo, um homem armado entrou no local e alvejou os frequentadores, matando 39 pessoas, a maioria turistas de países árabes.

A autoria do atentado foi reivindicada pelo grupo Estado Islâmico. Após uma operação de busca, a polícia prendeu o suposto autor do ataque, Abdulgadir Masharipov, do Uzbequistão, no dia 16 de janeiro.

Antes de iniciar o julgamento de Masharipov, um tribunal de Istambul ordenou, na última sexta-feira (3) a prisão de 10 pessoas. A mulher do suposto autor do massacre, Zarina Nurullayeva, deve ser ouvida pelos juízes. Em seu primeiro depoimento, ela declarou aos investigadores que não tinha conhecimento que o marido preparava um atentado.

Centenas de mortos em atentados

Em 2016, a Turquia sofreu uma série de ataques atribuídos ou reivindicado pelo grupo Estado Islâmico ou separatistas curdos. Centenas de pessoas morreram nas violências

Desde o fim de agosto de 2016, tropas turcas participam de combates no norte da Síria contra o grupo Estado Islâmico. Mas aliados ocidentais da Turquia acusam o país de não fazer o suficiente para evitar a entrada dos jihadistas e a criação de células terroristas no país.

(Com informações da AFP)

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