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Israel libertará jornalista palestino em greve de fome há 32 dias

O jornalista palestino Mohamed Al Qiq
O jornalista palestino Mohamed Al Qiq Divulgação
Texto por: RFI
2 min

Um jornalista palestino preso em Israel em regime de detenção administrativa terminou nesta sexta-feira (10) com uma greve de fome que já durava 32 dias, depois que as autoridades garantiram a sua libertação em abril.

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Esta é a segunda vez em um ano que Mohamed Al Qiq, de 34 anos, funcionário do canal saudita Al Majd, será libertado por Israel depois de uma prolongada greve de fome.

A detenção administrativa é uma medida extrajudicial que permite Israel deter suspeitos sem julgamento ou acusação por períodos de seis meses, renováveis indefinidamente.

Um tribunal militar israelense decidiu na quinta-feira (9) que a prisão de Qiq não deveria ser estendida, segundo seu advogado, Khaled Zabarqa.

"Vitória legal"

A mulher de Qiq, Fayha Shalash, afirmou que o jornalista, hospitalizado perto de Tel Aviv, chamou sua libertação, prevista para 14 de abril, de "vitória legal". O serviço penitenciário israelense confirmou que ele havia parado de recusar comida.

Em maio de 2016, Qiq foi libertado após seis meses de detenção sem julgamento, após uma greve de fome de 94 dias. Ele foi preso novamente em janeiro perto de Ramallah, na Cisjordânia ocupada, por "atividades terroristas" para o grupo islâmico Hamas, segundo explicou o serviço israelense de segurança interna, Shin Bet, algo que o detido negou.
 

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