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Israel bombardeia Síria e tensão aumenta entre os dois países

Um míssil sírio teria sido interceptado pelo sistema de defesa israelense Arrow (foto).
Um míssil sírio teria sido interceptado pelo sistema de defesa israelense Arrow (foto). AFP PHOTO/Pedro UGARTE
Texto por: RFI
3 min

Israel e Síria protagonizaram na madrugada desta sexta-feira (17) os mais graves incidentes entre os dois países desde 2011, acirrando a tensão entre Tel Aviv e Damasco. Aviões de combate israelenses atacaram vários alvos no território sírio e o regime de Bashar al-Assad tentou derrubá-los com mísseis.

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De acordo com Damasco, quatro caças israelenses entraram no espaço aéreo sírio pelo território libanês e atacaram um "alvo militar" perto da cidade de Palmira, na região central da Síria. O exército de Bashar al-Assad afirma que chegou a derrubar um dos aviões de Israel. "Nossa defesa aérea derrubou uma aeronave, atingiu outra e obrigou as demais a fugir", afirma um comunicado publicado pela agência oficial Sana.

Mas, Israel negou que um de seus aviões tenha caído. "A segurança dos civis israelenses e do aparelho da aviação israelense não se viu ameaçada em nenhum momento", declarou o coronel Peter Lerner. Segundo ele, um míssil sírio foi interceptado ao norte de Jerusalém pelo sistema de defesa Arrow.

Durante as operações, sirenes de alerta soaram para prevenir a população do vale do rio Jordão do perigo. Testemunhas relataram duas explosões na região e destroços dos mísseis sírios caíram em Irbid, no norte da Jordânia.

Israel e Síria continuam em guerra

O incidente é considerado como o mais grave entre os dois países desde o início da guerra na Síria, em 2011. Apesar do conflito, as duas nações continuam formalmente em uma guerra que já dura décadas. As relações entre Tel Aviv e Damasco são tensas, já que o regime sírio é apoiado pelo movimento xiita libanês Hezbollah, baseado no Líbano, e pelo Irã, dois dos principais inimigos de Israel.

Atento a não entrar no conflito sírio, Israel chegou a bombardear o território sírio diversas vezes nos últimos anos, embora se recuse a confirmar oficialmente essas operações. Em 2016, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, admitiu que seu exército atacou diversos comboios de armas na Síria destinados ao Hezbollah.

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