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Síria

Em visita a Israel, secretário de Defesa dos EUA adverte Síria sobre ataques

Ministro da Defesa dos EUA, James Mattis (à esquerda), cumprimenta o presidente israelense, Reuven Rivlin, em Jerusalem.
Ministro da Defesa dos EUA, James Mattis (à esquerda), cumprimenta o presidente israelense, Reuven Rivlin, em Jerusalem. REUTERS/Jonathan Ernst
3 min

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Jim Mattis, afirmou nesta sexta-feira (21), durante uma visita a Israel, que "não há dúvida" de a que Síria conservou algumas armas químicas e advertiu o regime de Bashar al-Assad contra o uso desse arsenal.

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Mattis fez os comentários no início de uma visita a Israel, país que apoiou o bombardeio de punição dos Estados Unidos contra uma base aérea síria após um suposto ataque químico do regime de Damasco.

Não há dúvida para a comunidade internacional de que a Síria conservou armas químicas, violando os acordos e as promessas de que iria se desfazer delas", disse Mattis, ao lado do ministro israelense, Avigdor Lieberman. "Trata-se de uma violação das resoluções das Nações unidas", completou.

A Síria cometeria "um grave erros se tentasse usar novamente" as armas químicas, advertiu Mattis. "Deixamos claro com nosso ataque" punitivo contra a base militar síria, disse o chefe do Pentágono.

Arsenal perigoso

De acordo com uma fonte militar israelense, o regime de Assad conserva "algumas toneladas" de armas químicas. A imprensa israelense calcula entre uma e três toneladas. Lieberman não fez comentários a respeito durante a entrevista coletiva.

Tel Aviv lançou horas depois um ataque em represália contra o território sírio, após ter recebido um disparo de morteiro dessa zona, que caiu nas Colinas de Golã, ocupadas por Israel.

O regime de Damasco afirma que abriu mão de todas as armas químicas em 2013, após um acordo entre Rússia e Estados Unidos sobre o desmantelamento do arsenal químico da Síria, que recebeu o aval do Conselho de Segurança da ONU.

Ajuda "estratégica"

Mattis se reuniu também com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que foi recebido na Casa Branca em fevereiro pelo presidente Donald Trump, assim como com o presidente israelense, Reuven Rivlin.

Israel e Estados Unidos têm relações estratégicas estreitas há muitos anos. Washington destina ao Estado hebreu mais de US$ 3 bilhões por ano em ajuda militar. O valor passará a US$ 3,8 bilhões a partir de 2018, e por um período de 10 anos.

 

 

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