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Turquia

Turquia demite funcionários e proíbe programas de namoro na TV

Istambul, Turquia.
Istambul, Turquia. REUTERS/Osman Orsal
2 min

A Turquia demitiu neste sábado (19) quase 4.000 funcionários, em um novo expurgo após o golpe de Estado frustrado de julho passado, e anunciou o fim dos programas de encontros na televisão, muito populares no país, por motivos "morais".

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Um total de 3.974 funcionários públicos foram demitidos, incluindo 1.000 funcionários do Ministério da Justiça e mais de 1.000 pessoas que trabalhavam para o exército, segundo um decreto de emergência, que detalha os nomes dos demitidos.

A Turquia encontra-se sob estado de emergência desde o fracasso de um golpe de Estado há nove meses, atribuído pelo regime aos simpatizantes de um pregador exilado nos Estados Unidos, Fethullah Gullen, cujo movimento tinha grande influência em muitos setores do país. O religioso sempre negou essas acusações.

Pilotos e acadêmicos estão entre os demitidos

Entre os demitidos também há mais de 100 pilotos da Força Aérea, e quase 500 professores e acadêmicos que trabalham em instituições públicas. Há três dias, o governo do presidente Recep Tayyip Erdogan também anunciou a detenção de outras 1.000 pessoas e a suspensão de mais de 9.100 policiais.

Paralelamente, outro decreto anunciou que, como parte do estado de emergência, os programas onde as pessoas, em sua maioria jovens, participam para buscar amizades ou relacionamentos amorosos, não podem continuar sendo transmitidos. O vice-primeiro-ministro, Numan Kurtulmus, já havia anunciado em março que o governo preparava a proibição por motivos morais.

Censura à biografia pública de Erdogan

O acesso ao site wikipedia estava bloqueado neste sábado, só podendo ser alcançado através de uma conexão privada (VPN). Analistas acreditam que a interdição possa estar ligada com mudanças no perfil de Erdogan. O site em questão permite contribuição de internautas para biografias de pessoas públicas, por exemplo.
 

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