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Coreia do Sul/conflito

Novo presidente da Coreia do Sul quer reaproximação com Norte

O presidente eleito da Coreia do Sul, Moon Jae-in, durante uma coletiva de imprensa
O presidente eleito da Coreia do Sul, Moon Jae-in, durante uma coletiva de imprensa REUTERS/Jung Yeon-Je/Pool
Texto por: RFI
4 min

O novo presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-In, tomou posse nesta quarta-feira (10), um dia após sua vitória, e afirmou que está disposto a visitar a Coreia do Norte. O novo presidente chega ao poder em um momento de grande tensão na península e o temor de um conflito é concreto.

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Moon, 64 anos, é um veterano defensor dos direitos humanos, e já havia afirmado que é favorável a uma aproximação menos conflituosa com o Norte, opinião contrária à postura rígida da ex-presidente destituída Park Geun-Hye. Depois de vencer as eleições antecipadas, convocadas após o impeachment de Park, julgada por corrupção, Moon fez o juramento solene de posse e afirmou que vai trabalhar pela paz na península.

"Se for necessário, vou viajar a Washington imediatamente", disse a respeito do aumento da tensão provocada pelo programa armamentista da Coreia do Norte. "Vou a Pequim, a Tóquio e a Pyongyang no momento certo", declarou. Moon enfrenta uma delicada tarefa diplomática com a Coreia do Norte, que pretende produzir um míssil com capacidade para atacar os Estados Unidos e tem Seul ao alcance de sua artilharia. Paralelamente, Seul enfrenta uma disputa com Pequim a respeito da instalação de um escudo antimísseis americano, assim como divergências históricas com o Japão, ex-ocupante colonial.

O novo presidente nomeou Lee Nak-yon, ex-jornalista e quatro vezes deputado, como primeiro-ministro e Suh Hoon, principal articulador dos preparativos das reuniões de cúpula entre as Coreias de 2000 e 2007, como novo diretor do serviço secreto. No âmbito interno, Moon enfrenta vários desafios, o principal deles ligado às consequências do escândalo de corrupção que derrubou sua antecessora conservadora Geun-hye. Apesar da vitória eleitoral com folga, o país está profundamente dividido.

Presidente de todos

“Serei o presidente de todos os sul-coreanos", afirmou Moon, antes de prometer servir inclusive aqueles que não o apoiam. O candidato do Partido Democrático, de centro-esquerda, recebeu 41,1% dos votos, o que representa quase 13,4 milhões de eleitores. Moon derrotou o candidato conservador Hong Joon-Pyo, que obteve 24,03% dos votos, e o centrista Ahn Cheol-Soo (21,4%).

Após uma cerimônia de posse simples, o chefe de Estado se reuniu com os principais parlamentares do Partido Liberdade da Coreia, que defendem uma linha dura com Pyongyang e que já acusaram Moon de querer "entregar todo o país ao Norte".

"Gostaria de mostrar às pessoas que todos estão avançando juntos", declarou Moon, destacando que escutará as opiniões da oposição nas questões de segurança. "Peço a sua cooperação", afirmou. A tensão é muito grande na península.

A Coreia do Norte realizou desde o ano passado dois testes nucleares e vários testes de mísseis. A administração do presidente americano, Donald Trump, reiterou nos últimos meses que a opção militar está sobre a mesa, alimentando os temores de uma escalada. Mas o ocupante da Casa Branca mudo de tom na semana passada ao declarar que seria uma "honra" se reunir com o dirigente norte-coreano Kim Jong-un, "se as circunstâncias forem adequadas". O presidente chinês, Xi Jinping, felicitou Moon Jae-In por sua vitória e prometeu trabalhar junto ao líder sul-coreano para superar as tensões regionais.

(Com informações da AFP Brasil)
 

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