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Coreia do Norte ignora sanções e lança mísseis no Mar do Japão

Retransmissão televisiva em Seul, Coreia do Sul, de imagens de mísseis balísticos tirados da costa leste da Coreia do Norte, nesta quinta-feira.
Retransmissão televisiva em Seul, Coreia do Sul, de imagens de mísseis balísticos tirados da costa leste da Coreia do Norte, nesta quinta-feira. REUTERS/Kim Hong-Ji TPX IMAGES OF THE DAY
Texto por: RFI
4 min

A Coreia do Norte lançou vários mísseis partindo de sua costa leste, nessa quinta-feira (hora local), em um novo desafio à comunidade internacional. Em nota, o governo sul-coreano disse suspeitar que os projéteis sejam mísseis terra-mar de curto alcance, capazes de percorrer 200 km a uma altitude de 2 km. Eles caíram no Mar do Japão.

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Na opinião do analista Lee Il-Woo, do Korea Defence Network, ouvido pela agência AFP, os disparos "visam exibir a variedade de mísseis norte-coreanos e sua precisão". Por se tratar de mísseis "mais lentos que os balísticos, podem ser derrubados por defesa antiaérea", acrescentou.

Este foi o quinto teste de mísseis realizado pelo regime comunista nas últimas semanas, desafiando as advertências da ONU e as ameaças dos Estados Unidos quanto a uma possível resposta militar.

"As únicas coisas que a Coreia do Norte irá ganhar com essas provocações será um maior isolamento no cenário internacional e maiores dificuldades econômicas", estimou o novo presidente sul-coreano, Moon Jae-In, citado por seu porta-voz. Seul "não recuará sobre a questão da segurança da nação e do povo", garantiu o presidente.

Na última sexta-feira (2), o Conselho de Segurança da ONU adotou uma resolução proposta pelos Estados Unidos. O texto impunha novas sanções contra autoridades e entidades norte-coreanas.

Desde o início do ano, Pyongyang fez dois testes atômicos e dezenas de lançamentos de mísseis. No mês passado, a Coreia do Norte havia testado seu míssil balístico de maior alcance, em sua tentativa de desenvolver um que seja capaz de atingir o território continental dos Estados Unidos, com uma ogiva nuclear. O presidente americano, Donald Trump, já advertiu que "isso não acontecerá".

Segundo o professor da Universidade de Estudos Norte-Coreanos Yang Moo-Jin, Pyongyang "aumentou os testes de mísseis para projetar para o mundo a imagem de que as sanções internacionais não podem dobrar o país". Além disso, ao experimentar novos mísseis terra-mar, "está manifestando sua insatisfação com a chegada de um submarino nuclear" norte-americano a águas sul-coreanas, acrescentou.

Novas sanções

As sanções impostas pelo Conselho de Segurança na sexta-feira passada atingem o chefe da espionagem norte-coreana, assim como outros 13 funcionários de alto escalão e quatro empresas nacionais, por meio do congelamento de seus ativos e da proibição de viajarem para o exterior. O texto foi aprovado por unanimidade. A resolução não traz algumas das sanções que o governo americano defendia no mês passado, como um embargo de petróleo, proibição sobre o transporte marítimo, ou restrições comerciais. Entre os agregados à lista está Cho Il-U, que seria o chefe de espionagem externa do regime do ditador Kim Jong-Un.

Os outros 13 nomes incluem membros do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte e chefes de empresas comerciais encarregadas das compras para os programas militares de Pyongyang. A força estratégica de mísseis do Exército norte-coreano, duas empresas comerciais e o Banco Koryo, vinculados a um gabinete que administra as finanças de Kim, também foram atingidos pelo congelamento de ativos.

Os 18 nomes foram adicionados à atual lista de 39 indivíduos e 42 entidades norte-coreanas que já sofrem sanções da ONU.

Com informações da agência AFP
 

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