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Duas turistas ucranianas morrem após ataque com faca no Egito

Ataque terrorista suicida com uma bomba em Rafiaj, no Sinai.
Ataque terrorista suicida com uma bomba em Rafiaj, no Sinai. TWITTER
Texto por: RFI
3 min

Duas turistas ucranianas foram mortas e quatro ficaram feridas nesta sexta-feira (14) em um ataque no resort de Hurghada, no leste do Egito, segundo o jornal oficial do governo egípcio Al-Ahram informou em seu site.

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Mais cedo nesta sexta-feira (14), o ministério do Interior havia indicado que seis turistas, todas mulheres, haviam sido feridas no ataque, sem especificar sua nacionalidade. As vítimas foram esfaqueadas.

O agressor foi detido e está sendo interrogado para determinar a motivação do ataque, segundo o jornal do governo egípcio. O indivíduo nadou até a praia antes de atacar os turistas.

A segurança foi reforçada em locais turísticos no Egito após diversos ataques mortais nos últimos anos, o que significou um golpe para o turismo, considerado um setor-chave da economia egípcia.

Ataques no Egito

Em 31 de outubro de 2015, o ramo egípcio do grupo Estado islâmico (EI) reivindicou um atentado que matou os 224 ocupantes de um avião que transportava turistas russos depois de decolar de Sharm el-Sheikh, um resort localizado no sul do Sinai.

Em janeiro de 2016, três turistas ficaram feridos em Hurghada em um ataque com faca realizado por indivíduos suspeitos de simpatizar com o EI.

O ataque, que não foi reivindicado imediatamente, ocorreu perto da cidade de Rachidine, cerca de 20 km ao sul da capital, onde a polícia já havia sido alvo de um atentado no passado. Na última sexta-feira (7), o ramo egípcio do EI reivindicou um ataque no norte do Sinai, que matou 21 policiais, enquanto o grupo islâmico Hasam reivindicou no mesmo dia o assassinato de um policial no norte do Cairo. A polícia acusa o grupo Hasam de ser afiliado ao movimento Irmandade Muçulmana, considerado como "terrorista" pelas autoridades egípcias.

Desde a destituição da Irmandade Muçulmana, em 2013, pelo exército egípcio do presidente Mohamed Mursi, os grupos extremistas aumentaram os atentados contra militares e policiais, matando centenas de pessoas, especialmente no deserto do Sinai.

Turistas e membros da comunidade cristã copta foram alvo de ataques reivindicados pelo EI no Sinai e em outros lugares do Egito.

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