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ONU, Estados Unidos

Estados Unidos aplaudem corte no orçamento da ONU

ONU corta orçamento de 2018-2019 em mais de US$285 milhões
ONU corta orçamento de 2018-2019 em mais de US$285 milhões SPENCER PLATT / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP
Texto por: RFI
3 min

Os Estados Unidos aplaudiram o corte de mais de US$285 milhões no orçamento básico da Organização das Nações Unidas para 2018-2019. 

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Nas últimas semanas, a União Europeia havia defendido um corte de US$170 milhões, enquanto os americanos defendiam uma redução de US$250 milhões. O resultado, acima do esperado por Washington, foi considerado uma vitória pelo governo do presidente Donald Trump, que sempre criticou a organização. 

Segundo Nikki Haley, embaixadora dos EUA na ONU, "a ineficiência e o excesso de gastos das Nações Unidas são bem conhecidos". Haley afirmou ainda que não permitiria que a generosidade do povo americano fosse explorada e que seu país continuaria buscando formas de aumentar a eficácia da ONU, mas sempre protegendo seus interesses. 

"Esta redução histórica de custos, juntamente com muitos outros movimentos para tornar a ONU mais eficiente e responsável, é um grande passo na direção certa", acrescentou Haley. O discurso, no entanto, não especificou se os cortes afetariam a contribuição dos Estados Unidos para a ONU, que é a maior do mundo. 

Os EUA são responsáveis por 22% do orçamento operacional da entidade, o que representou cerca de US$1.2 bilhões em 2017-2018, e 28.5% do custo das operações de paz, ou seja, cerca de US$6.8 bilhões durante o mesmo período. 

A porta-voz do Secretário Geral da ONU afirmou que a organização ainda está estudando que impacto a decisão terá em suas operações. No entanto, o corte poderia levar a um congelamento de salários e recrutamento, além de impactar missões políticas e ajudas ao desevolvimento pelo mundo.

Anúncio foi feito após voto contra EUA na ONU 

O anúncio veio depois que a Assembleia geral votou massivamente contra os Estados Unidos e a favor de uma resolução condenando o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel por parte do presidente americano Donald Trump. Após o voto, na quinta-feira passada (21), Haley avisou que os EUA lembrariam da resolução no momento de dar dinheiro para a organização ou quando fossem pressionados por outros países a aumentar sua contribuição anual. 

No domingo (24), a Guatemala anunciou que também transferiria sua embaixada para Jerusalém, se tornando o primeiro país a seguir a decisão americana.  

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