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Egito

Com oposição sufocada, presidente do Egito se reelege com 92% dos votos

O presidente egípcio, Abdel Fattah Al-Sissi, vai governar o país por mais quatro anos.
O presidente egípcio, Abdel Fattah Al-Sissi, vai governar o país por mais quatro anos. Egypt TV/Reuters TV
Texto por: RFI
3 min

O presidente egípcio, Abdel Fattah Al-Sissi, conseguiu se reeleger obtendo mais de 90% de votos, de acordo com as estimativas divulgadas nesta quinta-feira (29) pela imprensa estatal. Em um pleito praticamente sem oposição, o índice de participação ficou abaixo de 50%.

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Segundo o jornal Al-Ahram, Al-Sissi teria obtido 92% dos votos e vai continuar governando o país durante os próximos quatro anos. No entanto, a alta abstenção não passou despercebida: apenas 23 milhões de eleitores, de um total de 60 milhões, compareceram às urnas. O jornal estatal Akhbar al-Yaum e a agência oficial Mena divulgaram números similares.

Além disso, de acordo com a imprensa estatal, dois milhões de eleitores anularam seus votos. Eles teriam adicionado à célula nomes de candidatos que não foram autorizados pela justiça a participar do pleito.

Apenas um adversário na disputa

Al-Sissi já era considerado vitorioso antes mesmo da eleição, realizada de segunda-feira (26) à quarta-feira (28). O presidente egípcio teve apenas um adversário na disputa: Musa Mostafa Musa. Mas, desconhecido da população em geral e simpatizante do presidente, ele obteve apenas 3% dos votos, de acordo com as estimativas do Al-Ahram.

Outros candidatos potenciais, com mais prestígio e popularidade, foram presos antes da eleição por suposta violação da lei. Vários desistiram de concorrer em razão da pressão do governo.

A alta abstenção também não é novidade. Nas últimas eleições, em 2014 - vencida por Al-Sissi com 96,9% dos votos -, o índice de participação chegou a 37% em dois dias de votação. Com a prolongação da votação por mais um dia, alcançou 47,5%.

Abstenção será alvo de multas

No Egito, o voto é obrigatório e uma lei, raramente aplicada, pode multar os abstêmios. Na quarta-feira, a Autoridade Nacional Eleitoral prometeu recorrer à medida.

Na terça-feira (27), o primeiro-ministro Sherif Ismail fez um apelo para que os eleitores comparecessem às urnas. "É um direito constitucional e um dever para a nação", declarou.

A realização de vários dias de pleito é, aliás, uma estratégia para incentivar os egípcios a votarem.

Os resultados definitivos serão anunciados na próxima segunda-feira (2).

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