EUA - Rússia

EUA negam vistos para bailarinas do Bolshoi e pilotos da Aeroflot

Fachada do mundialmente conhecido Teatro Bolshoi em Moscou, Rússia, iluminada em 23/09/2017.
Fachada do mundialmente conhecido Teatro Bolshoi em Moscou, Rússia, iluminada em 23/09/2017. REUTERS/Grigory Dukor

O Ministério das Relações Exteriores russo, criticou neste sábado (21) os EUA por recusarem o visto de entrada para uma prima bailarina no Teatro Bolshoi. "Isso não acontecia nem mesmo durante a Guerra Fria. Pelo contrário, as artes, incluindo o balé, sempre nos ajudaram a uma melhor compreensão mútua", disse o ministério em comunicado.   

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"No entanto, hoje forças influentes nos EUA interessadas em pressionar a Rússia tanto quanto possível não param por nada", acrescentou. 

"Eles estão tentando cercar os americanos com um muro de vistos contra os russos, tornando as viagens aos EUA praticamente impossíveis para os nossos cidadãos", disse o comunicado.

Pilotos e demais funcionários da principal companhia aérea russa Aeroflot também estão tendo seus vistos negados. Segundo o ministério russo, se isso continuar, ela poderia "ser forçada a parar seus voos" para os Estados Unidos”.

Redução de funcionários

As agências russas informaram nesta semana que Olga Smirnova, uma bailarina de primeira linha do Bolshoi, teve o visto americano recusado, semanas após uma rodada de expulsões diplomáticas que levaram a uma redução nos funcionários da embaixada.    

Smirnova e outra dançarina do Bolshoi, Jacopi Tissi, deveriam se apresentar no Lincoln Center em Nova York na segunda-feira (23), mas o Departamento de Imigração dos EUA recusou um visto de trabalho, disse a agência de notícias Ria Novosti.

Smirnova é uma estrela em ascensão na companhia de balé de renome mundial, que fez seu nome na Rússia com papéis principais em balés como o Lago dos Cisnes.

A embaixada dos EUA em Moscou foi drasticamente reduzida em força desde as expulsões diplomáticas, a primeira das quais foi anunciada pela Grã-Bretanha em meados de março.

Caso Skripal

Eles seguiram o envenenamento na Grã-Bretanha do ex-espião russo Sergei Skripal e sua filha Yulia, bem como as acusações de interferência russa na eleição do ano passado nos EUA.

O cônsul dos EUA na Rússia, Lawrence Toby, disse ao jornal Nezavisimaya Gazeta na quinta-feira que a emissão de vistos de emergência para atletas e pilotos russos não poderia mais ser garantida devido à falta de pessoal.

Segundo o jornal, o tempo necessário para garantir um visto dos EUA em Moscou é atualmente de 250 dias e é impossível se inscrever para uma entrevista antes do final do ano.

 

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