Depois de brasileiros, argentino humilha adolescente russa com pedido de sexo oral

Reprodução de vídeo de um argentino que humilha adolescente russa
Reprodução de vídeo de um argentino que humilha adolescente russa Captura de vídeo

Comportamento de argentino é criticado nas redes sociais e gera repúdio diplomático. Além dele, um peruano e um colombiano são acusados de humilhação e violência contra a mulher.

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Márcio Resende, correspondente da RFI em Buenos Aires

Se os brasileiros foram os primeiros a ter comportamentos machistas contra as russas, aproveitando-se da simpatia e da falta de conhecimento idiomático das jovens, chegou a vez dos vizinhos sul-americanos serem repudiados pela mesma atitude ou ainda pior.

Um argentino de cerca de 50 anos também se aproveitou da inocência de uma adolescente russa, a quem ele ensina, em espanhol, a fazer um pedido de sexo oral. O vídeo dura poucos segundos, suficientes para o homem conseguir o seu objetivo e demonstrar prazer pela situação.

"Olá, argentinos. Venham para cá. Quero chupar p...", repete, sem se dar conta do que diz, a adolescente. "Linda", arremata o homem, depois de mandar um beijo. A atitude machista, que teria sido cometida por um homem chamado Néstor da periferia de Buenos Aires, tem o agravante de ser contra uma menor de idade.

Repúdio diplomático

Na capital argentina, a embaixada russa publicou uma nota de repúdio em que se diz “profundamente indignada com o disparate obsceno e ofensivo cometido na Federação Russa por um dos turistas estrangeiros supostamente provenientes da República Argentina". "Esperamos que essa pessoa tenha coragem de apresentar as suas devidas desculpas públicas", encerra taxativamente a nota.

Já a embaixada argentina na Rússia pediu a seus cidadãos que respeitem o país anfitrião: "Em relação a certos vídeos que circulam pela Internet, consideramos que o respeito, a tolerância e a educação são valores universais e, portanto, rejeitamos o uso das diferenças de língua para desrespeitar os nossos anfitriões na Federação Russa".

Epidemia de machismo sul-americano na Rússia

Nas últimas horas, outro vídeo causou polêmica no Peru. Um peruano induz uma jovem russa a dizer "sim" à pergunta “Quer fazer sexo?”. "Quer tre...?", pergunta em espanhol o peruano, com movimentos afirmativos com a cabeça até a jovem responder em inglês "Sim".

O vídeo causou indignação à medida que era compartilhado nas redes sociais. O jovem peruano apareceu para pedir desculpas e explicou que o vídeo deveria ficar restrito a um grupo privado de amigos na rede Whatsapp. Antolin Jimmy Fernandez Chacón contou que as imagens foram feitas na Praça Vermelha, em Moscou, "num momento de euforia e de completa estupidez".

"Lamento muito ter feito o vídeo. Tenho uma mãe, uma irmã e uma namorada que são pessoas maravilhosas. Não pensei nelas ao fazer aquela 'brincadeira', penso que o ego às vezes engana o bom senso dos seres humanos", argumentou, dizendo que sofreu todos os tipos de insultos e de ameaças.

"Lamento também a má imagem do Peru no exterior que estou projetando e que não condiz com o digno comportamento do nosso país. Peço as mais sinceras desculpas à russa e ao povo peruano", concluiu.

Outro pedido de desculpas veio de um colombiano, quem também se aproveitou da barreira da língua para induzir uma japonesa a repetir frases humilhantes, logo após a vitória do Japão sobre a Colômbia. Guillermo Morales começa o breve vídeo dizendo "Japão 2, Colômbia 1" e, sorrindo para a câmera, obriga a japonesa a repetir diversas vezes que "é uma cachorra, bem cachorra e uma p..., mais p...".

A desculpa de Morales foi parecida com a dos brasileiros: o álcool. "Foi um momento de aventura, um momento de drinques", alegou para, no entanto, dizer que "tem filhas, uma família", "que não é de má fé" e que "é uma boa pessoa".

"Era uma piada entre amigos. Peço mil desculpas ao país. Espero que me entendam", defendeu-se. A embaixada colombiana na Rússia, no entanto, pediu que Morales se apresente imediatamente porque considera que o caso se classifica como "violência contra a mulher".

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