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Lutando contra adversidades, caravana de migrantes segue trajeto em direção aos EUA

Migrantes tentam recarregar as energias antes de continuar o percurso
Migrantes tentam recarregar as energias antes de continuar o percurso REUTERS/Adrees Latif
Texto por: RFI
3 min

Os milhares de migrantes vindos de Honduras continuam a marcha em direção aos Estados Unidos, enquanto um outro grupo aguarda, na fronteira entre a Guatemala e o México, pela permissão de entrar no país. A RFI conversou com as ONGs que acompanham os que já conseguiram chegar ilegalmente em território mexicano, cuja situação é bastante crítica. Nesta segunda-feira (22), o presidente norte-americano, Donald Trump, deve comparecer ao Texas para obter apoio contra a migração.

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Com informações do correspondente da RFI no México, Patrick John Buffe

No domingo (21), homens, mulheres e crianças partiram de Ciudad Hidalgo para Tapachula, uma distância de quarenta quilômetros que eles percorreram a pé, durante sete horas, sob forte calor. Os esforços físicos acarretaram problemas de saúde, como desidratação. Ao chegar no destino, eles se instalaram em dois parques públicos para passar a noite, em situação precária.

“Nós estamos no Parque Central de Tapachula. Entre 3.000 e 5.000 pessoas fazem parte da caravana. Choveu bastante e precisamos de um abrigo”, disse Irineo Mujica, membro da ONG Povos sem Fronteira, que acompanha o grupo de migrantes. “Tentamos distribuir alimentos, mas é muito complicado. As pessoas estão destruídas. Elas sofreram uma forte pressão e têm o sentimento de serem perseguidas”.

A caravana encontrou muitas dificuldades desde que saiu de Honduras. Após um percurso de mil quilômetros, os migrantes ficaram bloqueados durante dois dias na ponte que separa a Guatemala do México, até tomarem a decisão de atravessar o rio nadando.

Trump diz que não aceitará caravana nos EUA

O maior desafio humanitário é encontrar abrigos nas cidades por onde eles passam. “O ponto principal de nossa ação é tentar aumentar a capacidade local de abrigar os migrantes, pois estamos descapacitados atualmente”, afirmou Maria Rubi, porta-voz regional do Alto Comissariado sobre Refugiados da ONU. “Estamos tentando ver o que podemos fazer por essas pessoas”.

Durante a caminhada em direção a Tapachula, os migrantes foram pressionados pela polícia federal, que tentou impedir o progresso da marcha. As autoridades políticas também tentaram persuadi-los a regularizar a situação migratória, mas eles se recusaram, por medo de serem expulsos do país.

Donald Trump segue ressaltando que não acolherá os migrantes quando eles chegarem à fronteira dos Estados Unidos. Ontem, ele publicou dois tuítes sobre o assunto. O primeiro, para sublinhar o fato de que seu governo não permitiria a entrada da caravana. O segundo para culpar os democratas e para exigir uma mudança nas leis migratórias.

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