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Buscando reforçar legitimidade, governo de Israel anuncia eleições legislativas antecipadas

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu Abir Sultan/Pool via REUTERS
Texto por: RFI
3 min

Israel terá eleições legislativas antecipadas em abril de 2019, de acordo com anúncio feito nesta segunda-feira (24) pelo porta-voz do governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, no poder há cerca de dez anos. O voto deveria ocorrer em novembro de 2019, mas a decisão de dissolver o Parlamento foi tomada “para o interesse da nação”, segundo comunicado feito pelos partidos da maioria, incluindo o Likoud, de direita, de Netanyahu.

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O anúncio ocorre após a demissão, no mês passado, do ministro da Defesa, Avigdor Lieberman, que também é chefe do partido ultra-nacionalista, o Israel Beiteinou. Lieberman acusou Netanyahu de fraqueza ao recusar uma operação contra os islamitas do Hamas, que dominam a faixa de Gaza, depois de meses de confrontos.

Netanyahu, de 69 anos, chegou ao poder nos anos 1990. O chefe de governo enfrenta atualmente um dos seus piores desafios, ao tentar aprovar uma lei sobre o alistamento obrigatório de judeus ultra ortodoxos no Exército, vetada por dois partidos religiosos da maioria. Após dois adiamentos, a Suprema Corte deu até o dia 15 de janeiro para que a legislação seja votada. O primeiro-ministro também é acusado de corrupção em três casos. O procurador geral de Israel, Avishai Mandeblit, anunciou que tomaria uma decisão final sobre as acusações em 2019.

Ao pedir eleições antecipadas, Netanyahu espera, segundo os analistas, reforçar sua legitimidade com uma vitória quase certa, de acordo com as sondagens. O ministro das Finanças, Moche Kahlon, chefe do partido Koulanou, um dos principais membros da coalizão, declarou que “em caso de condenação [por corrupção], nenhum primeiro-ministro pode permanecer no cargo.”

Tempo recorde no poder

Em caso de reeleição, Netanyahu vai ultrapassar, em tempo de governo, o “pai” do Estado de Israel, David ben Gourion, que ficou no cargo por mais de 13 anos, entre 1948 e 1963. O principal partido da oposição, União Sionista, comemorou o anúncio das eleições antecipadas e afirmou, em um comunicado, que a “ampulheta marcando o fim do poder de Netanyahu foi criada.”

Após a controvérsia sobre a gestão das violências na fronteira da faixa de Gaza, seus rivais tentam tirar de Netanyahu o título de “Senhor Segurança”, que contribuiu ao crescimento de sua popularidade em meio ao eleitorado. O primeiro-ministro se manifestou no domingo (23) sobre a retirada das tropas americanas na Síria, país onde Irã, inimigo regional de Israel, pretende ganhar território.

“Vamos continuar a agir contra a tentativa do Irã de estabelecer uma presença militar na Síria e, se for preciso, vamos ampliar nossas ações”, preveniu Netanyahu, que se mostrou otimista em relação aos resultados das eleições legislativas antecipadas. “Fizemos muito pelos cidadãos israelenses e vamos continuar fazendo o bem para o Estado de Israel. Com a ajuda de vocês, vamos ganhar.”

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