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Turquia/eleições

Resultados de eleição para prefeito em Istambul dão vitória para oposição

Ekrem Imamoglu, principal candidato da oposição do Partido Popular Republicano (CHP) para prefeito de Istambul, posa com sua mãe Hava Imamoglu e sua irmã em Istambul, Turquia, em 1º de abril de 2019.
Ekrem Imamoglu, principal candidato da oposição do Partido Popular Republicano (CHP) para prefeito de Istambul, posa com sua mãe Hava Imamoglu e sua irmã em Istambul, Turquia, em 1º de abril de 2019. REUTERS/Huseyin Aldemir
Texto por: RFI
3 min

Cerca de dez milhões de eleitores foram às urnas neste domingo (23) em Istambul, a maior cidade da Turquia, para eleger o novo prefeito, após o cancelamento do pleito ocorrido em 31 de março. O candidato da oposição, Ekrem Imagoglu, venceu a disputa, segundo os primeiros resultados.

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De acordo com os primeiros resultados extraoficiais, depois da apuração de mais de 94% dos votos, o candidato da oposição, Erkrem Emamoglu, do Partido Republicano do Povo, teria obtido 53% dos votos. O candidato do presidente Recep Tayyp Erdogan, Binali Yildirim, reconheceu a vantagem do adversário e desejou "boa sorte" para Emamoglu.

Em março, ele obteve 13.000 votos a mais do que Yildirim, do AKP, o Partido da Justiça e do Desenvolvimento. O resultado foi anulado depois que o AKP, a formação conservadora islâmica do presidente Erdogan, apresentou recursos denunciando "irregularidades em massa".

Na época, a oposição, que rejeitou as acusações, denunciou um "golpe contra as urnas" e considera as novas eleições uma "batalha pela democracia". Mais do que uma eleição municipal, o pleito em Istambul é visto como um teste da popularidade de Erdogan e do AKP, em um momento de sérias dificuldades econômicas.

De acordo com o cientista político turco Ali Bayramoglu, o país precisa de uma política conciliatória. "Erdogan adora falar e ter uma relação direta com o povo, mas sua principal dificuldade é seu discurso ultranacionalista”, avalia, em entrevista à RFI.

Segundo ele, o discurso populista de Erdogan dividiu a sociedade. O presidente, ressalta o cientista político acredita que o país é formado por "pessoas legítimas", que pensam como ele, e “os outros”, que representam metade da Turquia. “Esse discurso não funcionou e ele perdeu votos em todo o país”, avalia o especialista. “O descontentamento existe, há uma onda crescente. A Turquia já é muito polarizada. A principal demanda, a mais importante, é a de uma política que incite a menos conflito", conclui.

Eleições decisivas

Para Erdogan, o que está em jogo é manter o controle de uma cidade com mais de 15 milhões de habitantes, capital econômica e cultural do país, administrada por seu partido há 25 anos. A oposição buscava infligir a primeira grande derrota de Erdogan desde 2003.

Nas eleições de março, o AKP também perdeu Ancara, a capital política, após 25 anos de hegemonia. Erdogan, que no início da campanha mostrou-se discreto, voltou a atacar Imamoglu. Para o candidato da oposição, o cancelamento das eleições de março foi "injusto e ilegal".

Erdogan agora se esforça para minimizar o impacto da votação de março, e chegou a afirmar que essas eleições são "simbólicas", além de prometer que aceitará o resultado.

 

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