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França/ Imprensa

Retirada de tropas americanas do Afeganistão poderia deixar Cabul nas mãos dos talibãs

Exército afegão remove corpos após atentado em Cabul no Afeganistão, 17 de Setembro de 2019.
Exército afegão remove corpos após atentado em Cabul no Afeganistão, 17 de Setembro de 2019. REUTERS/Omar Sobhani
Texto por: Ana Carolina Peliz
2 min

Após 18 anos no Afeganistão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negocia a retirada das tropas americanas do país. Essa é a manchete do jornal Le Figaro nesta sexta-feira (27). Mas o fim da missão militar no país poderia entregar Cabul aos talibãs, segundo o jornal.

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A ofensiva militar começou logo depois dos atentados do 11 de setembro de 2011, para caçar o Al Qaeda e tirar os talibãs do poder e custou aos Estados Unidos 2300 homens e US$ 3 trilhões de dólares. Apesar dos valores, a missão teve poucos resultados além da eliminação de Osama Bin Laden.

Donald Trump exige, antes de deixar o país, o aumento do poder do presidente afegão, Ashraf Ghani. Mas os talibãs recusam, porque o consideram corrupto e ilegítimo. Além disso, os americanos querem a promessa formal de que o país não conceda mais asilo a grupos terroristas hostis aos Estados Unidos e que os direitos das mulheres serão respeitados.

Enquanto Trump prometeu a retirada completa de suas tropas do Afeganistão até 3 de novembro de 2020, os talibãs não têm pressa de cumprir suas exigências e multiplicam atentados, "reciclando os grandes princípios de uma insurreição vitoriosa", segundo o Figaro. Para o jornal o fracasso dos objetivos de retirada das tropas é patente.

A missão de combate no país não diminuiu e o Afeganistão nunca foi tão bombardeado, com mais 6.208 mísseis e bombas usados até outubro deste ano. Atualmente, 8.600 soldados americanos estão no Afeganistão. Para especialistas citados por Le Figaro, se este número diminuir, será difícil manter a coleta de informações suficiente para evitar que o país se transforme em um santuário de terroristas.

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