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China/coronavírus

Coronavírus: de máscara, Xi Jinping pede "medidas fortes e decisivas"

O presidente chinês Xi Jinping usa máscara de proteção durante visita a Pequim
O presidente chinês Xi Jinping usa máscara de proteção durante visita a Pequim (Foto: AFP/XINHUA / JU Peng)
Texto por: RFI
4 min

O presidente chinês visitou um bairro em residencial e um hospital nesta segunda-feira (10) em Pequim. Xi Jinping reconheceu que a situação em Wuhan e na província de Hubei é "muito grave". De acordo com um último balanço, a epidemia do coronavírus já deixou 908 mortos e contaminou pelo menos 40 mil pessoas.

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Na visita de Xi Jinping, transmitida em uma longa reportagem do canal CCTV, o chefe de Estado chinês pede ações para controlar a propagação da doença. O governo já tomou medidas radicais, proibindo os cerca de 56 milhões de habitantes de deixarem Wuhan, onde surgiu o vírus, e parte da província de Hubei. A população local está em quarentena desde o dia 23 de janeiro. O governo chinês vem sendo criticado pela demora na reação aos primeiros casos do coronavírus e por ter acusado médicos de propagar rumores no início da epidemia.

Nas imagens, Xi Jinping aparece usando uma máscara e deixa um enfermeiro tirar sua temperatura, o que se tornou habitual nos locais públicos na China. Ele também conversa com moradores do bairro a uma certa distância – dando o exemplo de gestos que evitam a propagação do vírus e outras doenças respiratórias.

A epidemia mudou a capital chinesa, sempre movimentada. Em Pequim, a circulação do metrô caiu pela metade, as ruas estão calmas e uma boa parte dos assalariados trabalha em casa. A economia também sofre as consequências do coronavírus: o preço dos alimentos subiu mais de 20% em janeiro. O presidente chinês garantiu que o impacto da epidemia “será de curta duração.”

O número de mortes causadas pelo novo vírus mostra que a progressão da doença é estável. Nas últimas 24 horas, 97 pessoas morreram na China, uma nas Filipinas e outra em Hong Kong. Foram registradas 3.000 novas contaminações. Em todo o mundo, mais de 320 casos foram confirmados em cerca de 30 países e territórios.

Reunião em Bruxelas

No Reino Unido, o governo britânico classificou o novo coronavírus de “ameaça grave e iminente para a saúde pública” e anunciou quatro novos casos – agora já são oito pessoas contaminadas no país. Nesta quinta-feira (13), os ministros europeus da Saúde se reunirão em caráter de urgência para discutir novas medidas contra a epidemia.

A expansão do vírus no exterior pode crescer com a transmissão da doença por pessoas que nunca estiveram na China, alertou neste domingo (9) o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus. Uma missão internacional da Organização chegou nesta segunda-feira à China. Já o presidente americano, Donald Trump, disse que a chegada da Primavera no hemisfério norte, em abril, “em geral mata esse tipo de vírus.”

França não tem novos casos

Segundo o professor Jérôme Salomon, representante do Ministério da Saúde, nenhum novo caso foi detectado no França, que tem 11 pacientes diagnosticados e um em estado grave. Trata-se de um chinês que está internado na UTI de um hospital parisiense. As cinco pessoas contaminadas na estação de esqui de Contamines-Montjoie estão hospitalizadas, mas fora de perigo. Os franceses repatriados da China, em quarentena no sul da França, também não foram contaminados. A França anunciou nesta segunda-feira o desbloqueio de € 2,5 milhões que serão investidos em pesquisas contra o coronavírus.

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