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Coronavírus/Educação

Impedindo 300 milhões de crianças de irem à escola, coronavírus ameaça direito à educação, afirma Unesco

Uma sala de aula vazia em uma escola de Lattanzio, após o decreto do governo de fechar escolas, cinemas e pedir para que as pessoas trabalharem de casa. Itália, 5/03/2020.
Uma sala de aula vazia em uma escola de Lattanzio, após o decreto do governo de fechar escolas, cinemas e pedir para que as pessoas trabalharem de casa. Itália, 5/03/2020. REUTERS/Remo Casilli
Texto por: RFI
3 min

Com o fechamento total das escolas em ao menos 13 países, a epidemia de coronavírus está privando cerca de 300 milhões de crianças de estudarem. A situação pode se agravar até o final deste mês e preocupa a Unesco, a organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.

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"Se fechamentos temporários de escolas devido à crise sanitária ou outros motivos não são novidade, a amplitude e a rapidez da perturbação atual da educação no mundo inteiro é sem precedentes. Caso essa situação se prolongue, ela poderá ameaçar o direito à educação", afirmou a diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay nesta quinta-feira (5).

A agência da ONU convocou para o dia 10 de março uma reunião de emergência dos ministros da Educação dos Estados-membros para "compartilhar as respostas e as estratégias visando manter a continuidade da aprendizagem e garantir a inclusão e a igualdade", reiterou Azoulay.

Além do fechamento total das escolas em 13 países, outras nove nações colocaram em prática o cancelamento das aulas nas regiões mais atingidas pela doença. É o caso da França, Alemanha e Estados Unidos.

Medida evoluiu em duas semanas

Até há duas semanas, a China - epicentro das contaminações - era o único país a ter fechado as escolas para impedir a propagação do coronavírus Covid-19. Mas, com o rápido aumento de casos pelo mundo, os governos começaram a tomar a mesma medida.

Na Coreia do Sul, segundo país mais afetado pela doença (com 6.088 casos e 35 mortos), as férias escolares de inverno foram prolongadas por mais três semanas em escolas e creches.

No Irã, país que mais sofre com o Covid-19 no Oriente Médio (com 107 mortos e 2.922 casos), os estabelecimentos escolares também fecharão por um mês. Eventos culturais e esportivos foram suspensos e horários de trabalho foram reduzidos.

Na Índia, as escolas primárias de Nova Délhi não reabrirão ao menos até 31 de março. Já a Itália - país mais atingido pela epidemia na Europa (com 107 mortos e 3.089 casos) 8,5 milhões de estudantes vão deixar de frequentar escolas e universidades nos próximos dez dias. A medida, sem precedentes, tem objetivo de impedir que o coronavírus se propague do norte ao sul do país.

Estágio 3 da epidemia

Na França, que se prepara para entrar no estágio 3 de combate à epidemia, o ministro da Educação Jean-Michel Blanquer afirmou nesta quinta-feira que a possibilidade de fechamento de todas as escolas está descartada por enquanto.

Atualmente, cerca de 150 estabelecimentos de ensino estão fechados nos locais onde o contágio é importante. Segundo Blanquer, entre 35 mil e 40 mil crianças e jovens não estão tendo aulas.

O Ministério da Saúde anunciou a quinta e a sexta mortes pelo coronavírus nesta quinta-feira. O número de contaminados também foi revisado para 377 – 92 casos a mais do que na quarta-feira (4).

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