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Brasil/EUA

Brasil e EUA assinam acordo que facilita cooperação militar

Donald Trump em jantar com Jair Bolsonaro em Mar-a-Lago, Palm Beach, Florida, nos Estados Unidos, em 7 de março de 2020.
Donald Trump em jantar com Jair Bolsonaro em Mar-a-Lago, Palm Beach, Florida, nos Estados Unidos, em 7 de março de 2020. REUTERS/Tom Brenner
Texto por: RFI
3 min

O presidente brasileiro Jair Bolsonaro e o almirante Craig Faller, comandante do Comando Sul dos Estados Unidos, assinaram um acordo de defesa bilateral em Miami neste domingo (8), que busca "melhorar ou fornecer novas capacidades militares".

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Sem dar declarações à imprensa, Bolsonaro e Faller assinaram o pacto na sede do Comando Sul, que dirige as operações militares dos Estados Unidos no Caribe, América Central e do Sul.

O Acordo sobre Projetos de Pesquisa, Teste e Avaliação abre caminho para os Estados Unidos e o Brasil "desenvolverem projetos conjuntos futuros, alinhados com o interesse mútuo das partes, incluindo a possibilidade de melhorar ou fornecer novas capacidades militares", de acordo com comunicado do porta-voz da defesa brasileira.

A assinatura ocorre um dia depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu Bolsonaro em sua residência e no clube de golfe Mar-a-Lago em Palm Beach, a 113 km ao norte de Miami.

Após a reunião no sábado (7) à noite, os dois líderes discutiram a crise venezuelana e reiteraram seu apoio ao líder da oposição, Juan Guaidó, que eles reconhecem como o presidente interino da Venezuela.

Ambos consideram ilegítimo o atual presidente, Nicolás Maduro, que na sexta-feira (6) disse em Caracas que o encontro entre Trump e Bolsonaro fazia parte de um plano dos EUA de desencadear um conflito na Venezuela e justificar uma intervenção militar.

Reduzir "processos burocráticos"

O acordo de defesa permite "reduzir processos burocráticos no comércio de produtos militares" nos dois países.

Também abre o mercado dos Estados Unidos para o Brasil e facilita a entrada de produtos brasileiros em outros 28 países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), uma aliança multilateral de defesa.

O Brasil não é membro, mas foi designado pelos Estados Unidos como "aliado preferencial extra-OTAN".

Em março do ano passado, os dois presidentes assinaram um acordo de salvaguardas tecnológicas que permite o uso da base de Alcântara (no norte do Brasil) para o lançamento de foguetes norte-americanos.

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