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Quem desrespeita distanciamento social na Indonésia é obrigado a limpar banheiro público

Autoridades tentam impor o distanciamento social na Indonésia.
Autoridades tentam impor o distanciamento social na Indonésia. © REUTERS - Ajeng Dinar Ulfiana
Texto por: RFI
2 min

Diante da pandemia de coronavírus, cada país se adapta para tentar implementar com sucesso medidas de prevenção contra a propagação da Covid-19, como a quarentena ou o distanciamento social. Na Indonésia, as autoridades impõem sanções financeiras, mas também penas de prestação de serviços para a comunidade, inclusive com a obrigação de limpar banheiros públicos.

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As autoridades do quarto país mais populoso do mundo instauraram em meados de abril o confinamento parcial da população de Jacarta e em várias outras cidades, quando constataram uma aceleração das contaminações pela Covid-19. Temendo um desastre sanitário principalmente na capital, uma série de medidas foram instauradas para que os moradores respeitassem o isolamento e o distanciamento social na megalópole de 30 milhões de habitantes.

Como em vários países, a primeira iniciativa das autoridades locais atinge o bolso da população, com diferentes multas de acordo com a contravenção. Quem for pego nas ruas sem máscara, por exemplo, desembolsa 250 mil rúpias (cerca de R$ 100). Já as empresas que desrespeitarem a ordem de fechamento podem ser multadas em até 50 milhões de rúpias (quase R$ 20 mil).

Mas a medida mais original implementada pelas autoridades locais diz respeito às prestações de serviço impostas aos moradores que não seguirem o distanciamento social. Quem for visto reunido em grupos nas ruas é obrigado participar da manutenção das infraestruturas de Jacarta, entre elas os banheiros públicos. Além da faxina, os contraventores têm que vestir um colete no qual é escrito o motivo de sua pena. Várias cidades do país adotaram medidas semelhantes.

Segundo o último balanço oficial, mais de 14 mil casos de Covid-19 foram confirmados na Indonésia e cerca de mil pessoas já morreram. No entanto, em um país que conta com mais de 260 milhões de habitantes, estima-se que o número de vítimas seja muito maior.

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