Acessar o conteúdo principal

Mundo já tem mais de 5 milhões de casos de Covid-19

O número de casos confimados do novo coronavírus ultrapassou os 5 milhões em todo o mundo.
O número de casos confimados do novo coronavírus ultrapassou os 5 milhões em todo o mundo. AP - Francisco Seco
Texto por: RFI
5 min

O planeta superou, nesta quinta-feira (21), o marco de cinco milhões de casos de novo coronavírus, com uma situação contrastante entre a China, pronta para declarar a "vitória" sobre o vírus, e o continente americano, onde o balanço não para de aumentar. A situação no Brasil é uma das mais preocupantes.

Publicidade

De acordo com uma contagem da AFP feita a partir de fontes oficiais, pelo menos 5.006.730 casos de infecção foram registrados até o momento em todo o mundo, entre os quais 328.047 mortes. Continente mais afetado, com quase 2 milhões de casos, incluindo 169.880 fatais, a Europa continua no caminho de uma normalização muito lenta.

Quase todas as praias voltarão a abrir ao público nesta quinta na ilha francesa da Córsega, enquanto Chipre reabre suas escolas, cafés, restaurantes e salões de cabeleireiro. Na Espanha, o uso obrigatório de máscara a partir dos seis anos de idade começou a valer em todos os locais públicos, quando não é possível manter a distância física, inclusive na rua.

No outro extremo do mundo, os bares reabriram nesta quinta-feira na Nova Zelândia, depois das escolas e comércios.

Já na China, onde a epidemia surgiu em dezembro na cidade de Wuhan, os 3.000 deputados da Assembleia Nacional Popular (ANP) se reunirão a partir de sexta-feira (21) para o grande evento anual do regime comunista de Xi Jinping. Será uma oportunidade para comemorar o fim da epidemia no território, mesmo que o país tema uma segunda onda, num contexto de ressurgimento do vírus em determinados locais nas últimas semanas.

A sessão do parlamento "deve dar a Xi Jinping a oportunidade de proclamar a vitória total na 'guerra do povo' contra o vírus", prevê a cientista política Diana Fu, da Universidade de Toronto (Canadá).

Enquanto isso o presidente americano, Donald Trump, muito criticado por sua gestão da crise sanitária e que deseja a todo custo reativar a economia de seu país alguns meses antes das eleições presidenciais, insiste em um retorno à normalidade, em particular defendendo um G7 presencial nos Estados Unidos.

Seu otimismo contrasta com a situação em seu país, o mais afetado no mundo em número de infecções (1,55 milhão de casos) e óbitos. A Universidade Johns Hopkins anunciou na quarta-feira à noite mais de 1.500 mortes adicionais em 24 horas, elevando o total para mais de 93.400, incluindo quase um terço somente em Nova York.

Alerta na América Latina

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lembrou na quarta-feira que a pandemia está longe de ser contida, com 106.000 novos casos detectados em 24 horas em todo o mundo, um recorde.

O Brasil está agora na linha de frente, passando por uma aceleração acentuada da epidemia, com um balanço diário que chegou a 1.179 mortes. Mas o presidente Jair Bolsonaro continua minimizando o perigo do vírus e criticando o confinamento.

Sob pressão do chefe de Estado brasileiro, o Ministério da Saúde recomendou na quarta-feira o uso da cloroquina e de seu derivado, a hidroxicloroquina, para pacientes que sofrem de uma forma leve de Covid-19. Na pendência de uma vacina e de um remédio, o uso deste medicamento é controverso, porque seu efeito contra o coronavírus ainda não foi comprovado.

Vislumbre de esperança: pesquisadores demonstraram que macacos vacinados ou infectados com o novo coronavírus desenvolveram anticorpos que permitem a proteção contra uma nova infecção.

No México, a possível retomada do campeonato de futebol está mais distante depois que oito jogadores do time Santos Laguna deram positivo. Situação difícil também no Peru, o segundo país mais afetado da América Latina depois do Brasil, com a superação na quarta-feira das 100.000 contaminações e 3.000 mortes.

Já no Chile, que contabiliza 50.000 casos, distúrbios têm acontecido em razão da fome em Santiago. Enquanto o Equador, outro país fortemente afetado na América Latina, em particular a cidade portuária de Guayaquil, que iniciou seu desconfinamento na quarta, enfrenta um novo problema: dois terços dos presos em uma prisão no centro do país estão contaminados.

(Com informações da AFP)

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.