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Com epidemia sob controle na região, Esplanada das Mesquitas em Jerusalém reabre após 10 semanas

Os fieis rezam na Esplanada das Mesquitas nas primeiras horas deste domingo, 31 de maio de 2020.
Os fieis rezam na Esplanada das Mesquitas nas primeiras horas deste domingo, 31 de maio de 2020. REUTERS/Ammar Awad
Texto por: RFI
3 min

A Esplanada das Mesquitas de Jerusalém, o terceiro local sagrado mais importante do Islã e o primeiro fora da Arábia Saudita, reabriu suas as portas neste domingo (31) depois de passar mais de dois meses fechada pela pandemia do novo coronavírus. A Basílica da Natividade, em Belém, na Cisjordânia, foi reaberta na terça-feira (26), e a Basílica do Santo Sepulcro de Jerusalém também já voltou a receber fiéis.

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Os fiéis foram autorizados a entrar na Esplanada das Mesquitas pouco depois das 3H00 da madrugada pelo horário local (21H00 de sábado (30) no horário de Brasília) para participar da primeira oração do dia. Todos usavam máscaras e foram obrigados a respeitar o distanciamento social.  

"Deus é grande, protegeremos Al-Aqsa com nossa alma e sangue", cantaram os fiéis, recebidos pelo diretor da mesquita de Al Aqsa, Omar Kiswani, que os parabenizou por sua paciência.

Conhecido como Haram al-Sharif - "Nobre santuário"- pelos muçulmanos e Monte do Templo pelos judeus, a Esplanada das Mesquitas abriga o Domo da Rocha e a mesquita de Al-Aqsa, que é administrada pelo Waqf de Jerusalém, um órgão vinculado à Jordânia.

Os dois templos estavam fechados desde meados de março pelas autoridades religiosas como parte das medidas adotadas na região para impedir a propagação do novo coronavírus.

O fechamento da Esplanada das Mesquitas, que fica na Cidade Velha de Jerusalém e é disputada por palestinos e israelenses, foi determinado no início da crise de Covid-19 nos territórios palestinos e em Israel.

Epidemia sob controle

Até o momento, Israel registrou mais de 17.000 casos do novo coronavírus em sua população de quase nove milhões de habitantes e 284 mortes. No lado palestino, menos de 500 casos foram confirmados na Cisjordânia e Gaza e apenas três mortes para uma população de cinco milhões de habitantes.

Nas últimas 10 semanas, os muezins convocaram os fiéis à oração, mas em suas casas, inclusive durante o mês sagrado do Ramadã, que terminou na semana passada. "Não houve Ramadã, nem Aid al Fitr (Festa do Fim do Jejum, em Al-Aqsa), mas hoje é um dia de festa, tudo é diferente", declarou Ramzi Abisan, um homem de 30 anos que chegou ao amanhecer para acompanhar a primeira oração na Esplanada das Mesquitas.

Apesar da reabertura do local, as autoridades permanecem vigilantes para tentar impedir a propagação do vírus. Funcionários entregavam máscaras aos fiéis e mediam a temperatura de quem entrava no complexo. Nos tapetes para oração, fitas brancas marcavam o espaço da distância necessária.

Militares israelenses a postos

Soldados israelenses estavam a postos neste domingo. A reabertura do local sagrado acontece um dia depois da polícia matar um palestino deficiente de 32 anos, Iyad Hallak, na cidade antiga de Jerusalém.

A vítima, que a polícia acreditava estar armada, foi perseguida e atingida por um tiro. A morte provocou uma grande comoção. O Fatah, partido laico do presidente palestino Mahmud Abas, denunciou a "execução de um jovem deficiente".

Poucas horas mais tarde, 75 judeus entraram sem incidentes na Esplanada, o primeiro local sagrado do judaísmo sob o nome Monte do Templo. Os judeus estão autorizados a visitar o local durante horas determinadas, mas não podem rezar, para evitar o aumento das tensões religiosas.

(Com AFP)

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