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Emoção em enterro de George Floyd leva o mundo a se questionar sobre violência policial e racismo

Capa do libération em 10 junho 2020
Capa do libération em 10 junho 2020 © arquivo pessoal
Texto por: RFI
3 min

Em um artigo no jornal Libération, o sociólogo Eric Fassin clama pelo fim da discriminação racial na França, afirmando que a atual mobilização contra a violência policial e o racismo obriga o país a questionar seu próprio ideal republicano. O professor da Universidade Paris 8 usa as manifestações atuais para lembrar outras importantes lutas contra a discriminação e a violência, a exemplo de movimentos como o #MeeToo, pelo fim dos abusos e violências sexuais.    

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A violência policial também ocupa o editorial da revista L'Obs, que afirma que nem todos os policiais devem ser considerados incorretos, mas que as prisões truculentas e os abusos de poder existem e devem ser incansavelmente rastreados, denunciados, julgados e punidos, ao contrário de serem negados, como acontece com muita frequência. A morte de George Floyd mudará o mundo, como sua filha Gianna, de 6 anos, disse emocionada em homenagem ao pai? A publicação afirma que os 8 minutos e 46 segundos de sua agonia insuportável já fizeram história.

A emoção global desencadeada pelas imagens deste homem negro, asfixiado sob o joelho de um policial branco, é sem precedentes. O incêndio que inflamou os Estados Unidos se espalhou por Montreal, Madri, Roma, Budapeste, Copenhague, entre tantas outras cidades ao redor do mundo. Cerca de 20.000 pessoas foram às janelas em Paris, nesta terça-feira (9), dia do seu velório em Houston, para expressar sua indignação.

"Foi um tributo final à memória de George Floyd, na presença de sua família, de seus entes queridos", descreve o jornal Le Parisien, que destaca a atmosfera de homenagem nacional. A morte desse homem de 46 anos provocou um movimento de protesto contra a violência policial e o racismo que tende a atravessar fronteiras, a exemplo do comício realizado na capital francesa, no momento em que a cerimônia americana começou, nota o Parisien.

A cerimônia foi transmitida ao vivo pelos principais canais de televisão americanos, que marcaram "um momento de reconhecimento e luto nacional", como os de “Michael Brown e Eric Garner, em 2014”, dois negros americanos também mortos pela polícia branca, relembra o diário Courrier International. No artigo, um amigo de juventude de Floyd, Jonathan Veal, conta como ele queria "tocar o mundo", mas "não conseguia imaginar a maneira trágica como as pessoas conheceriam seu nome".

 

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