Coronavírus: onze bairros de Pequim foram bloqueados e Brasil se torna segundo país em mortes

Policial usando uma máscara facial é visto do lado de fora de uma entrada do mercado atacadista de Xinfadi, que foi fechado após a detecção de novas infecções por coronavírus, em Pequim.
Policial usando uma máscara facial é visto do lado de fora de uma entrada do mercado atacadista de Xinfadi, que foi fechado após a detecção de novas infecções por coronavírus, em Pequim. © REUTERS - STRINGER

Onze bairros residenciais no sul de Pequim foram bloqueados devido ao surgimento de novos casos de coronavírus vinculados a um mercado de carne próximo dessas áreas, informaram as autoridades chinesas neste sábado (13). 

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Até agora, sete casos estão relacionados ao mercado de carne de Xinfadi, seis deles confirmados no sábado, disseram autoridades. Nove escolas e jardins de infância próximos foram fechados.

A maioria dos casos registrados na China nos últimos meses surgiu entre cidadãos chineses residentes no exterior e foram detectados quando eles retornavam ao país.

Apesar de o surto local ter sido controlado, os recentes diagnósticos positivos levaram as autoridades de Pequim a adiar a volta às aulas dos estudantes do ensino fundamental, que estava prevista para segunda-feira, e a suspender todos os eventos esportivos.

As autoridades da capital chinesa também fecharam na sexta-feira dois mercados visitados por uma das pessoas contaminadas.

O presidente do mercado atacadista de carne de Xinfadi disse a repórteres que o vírus foi detectado em tábuas usadas para manipular salmão importado.

Grandes redes de supermercados, como Wumart e Carrefour, removeram todos os estoques de salmão da noite para o dia na capital, mas disseram que o fornecimento de outros produtos não seria afetado.

Um primeiro novo caso foi registrado em Pequim na quinta-feira, numa pessoa sem registro recente de viagens para fora da cidade.

No dia seguinte, as autoridades confirmaram mais duas infecções. Os outros cinco casos relatados no sábado foram trazidos do exterior.

Brasil, segundo país em mortes

A pandemia do coronavírus não dá trégua à América Latina: nesta sexta-feira (12), o Brasil se tornou o segundo país do mundo com mais mortes por COVID-19 , enquanto a crise socioeconômica piora em uma região que já tem mais de 75.000 mortes. 

O Brasil atingiu a marca de 41.828 mortes por coronavírus, ultrapassando o Reino Unido, de acordo com o último balanço do Ministério da Saúde divulgado na sexta-feira, e ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

O país, o segundo também em casos confirmados de contágio (828.810), é o mais afetado na América Latina, onde os casos diagnosticados ultrapassaram o total de 1,5 milhão.

Já o Chile registrou seus piores números diários nesta sexta, totalizando 2.870 mortes.

As autoridades de saúde do México anunciaram um total de 5.222 novos casos da COVID-19 nesta sexta-feira, o maior número registrado em um dia desde a chegada da pandemia neste país no final de fevereiro.

Em todo o mundo, o novo coronavírus provocou 425.282 mortes e deixou 7.632.517 infectados desde que apareceu na China em dezembro, de acordo com a contagem da AFP desta sexta-feira. Os números reais podem ser muito maiores, segundo os especialistas.

 

 

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