Covid-19 deixou mais de 475 mil mortos no mundo; 100 mil na América Latina

Homem participa de ato em homenagem aos profissionais da saúde mortos por coronavírus em São Paulo em 20 de junho de 2020.
Homem participa de ato em homenagem aos profissionais da saúde mortos por coronavírus em São Paulo em 20 de junho de 2020. REUTERS - Amanda Perobelli

A pandemia do novo coronavírus provocou mais de 475 mil mortes no mundo, um balanço que dobrou em menos de dois meses, de acordo com a contagem realizada pela agência France Presse com base em fontes oficiais, divulgada nesta quarta-feira (24). A região na qual a doença avança mais rapidamente é a América Latina, onde o número de óbitos ultrapassou 100 mil.

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No total, 477.117 pessoas morreram de Covid-19 em todo o planeta e 9.263.743 casos foram oficialmente registrados. A América Latina é a região que mais sofre atualmente com a doença. Na terça-feira (23), a marca de 100 mil mortos foi superada, mais da metade deles no Brasil, que conta com 1.145.906 casos e 52.645 óbitos.

O Peru, segundo país da América Latina em número de contaminações – com mais de 260 mil casos e mais de 8,4 mil mortes – está com os hospitais sobrecarregados e a sua economia recuou 13% nos primeiros quatro meses do ano. 

Com 127 milhões de habitantes, o México registra 191.410 casos e 23.377 mortos por coronavírus. O país registrou na segunda-feira (22) 6.288 novas infecções, o número mais alto em 24 horas desde que anunciou o primeiro diagnóstico positivo, no final de fevereiro.

Na Bolívia, que superou 25 mil infecções, a maioria dos hospitais que atendem pacientes com coronavírus está à beira do colapso. Já a Argentina, em confinamento obrigatório há três meses, assiste à piora da crise econômica, após dois anos de recessão. No total, o governo registra 44.918 infecções e 1.049 mortes.

Temor da segunda onda

Na Europa, a preocupação é com a segunda onda de contágios por coronavírus. Na Alemanha, as autoridades isolaram duas regiões onde vivem mais de 600 mil pessoas devido ao surgimento de novos focos.

Os moradores de Gütersloh e Warendorf, no oeste do país, terão novamente sua circulação e atividades limitados por uma semana para tentar conter a propagação do vírus, que contaminou mais de 1.550 pessoas que vivem na região de um matadouro na região, onde um foco foi registrado.

Portugal também se viu obrigado a restabelecer medidas para a contenção da Covid-19. Na Itália, as autoridades se preocupam com a falta de cuidado da população. Já na Espanha, temendo uma segunda onda, o governo voltou atrás na decisão de reabrir discotecas.

Nos Estados Unidos, o país mais atingido do mundo, Anthony Fauci, principal consultor científico da Casa Branca, alertou na terça-feira (23) que duas semanas "cruciais" estão se aproximando para o controle de contágios fortes em cerca de 20 estados. Em apenas 24 horas, o país registrou 792 mortes por coronavírus, totalizando mais de 121 mil óbitos e 2,34 milhões de contaminações.

Baixa peregrinação a Meca 

O Hajj – um dos cinco pilares do Islã e uma das concentrações religiosas mais importantes do mundo – será realizado no final de junho em condições sem precedentes. Apenas mil fiéis da Arábia Saudita terão permissão para peregrinar, anunciaram as autoridades na terça-feira, um número insignificante comparado aos 2,5 milhões que viajaram de todo o mundo em 2019.

Na Ásia, a Coreia do Sul admitiu nesta terça-feira que luta desde meados de maio contra uma segunda onda de contágios, com entre 35 e 50 novos casos por dia, sobretudo na região de Seul.

Outros países, no entanto, avançam nas etapas de abertura. O Reino Unido anunciou nesta terça-feira que restaurantes, hotéis, salões de beleza, cinemas e museus retomarão as atividades em 4 de julho para tentar relançar a economia.

O colapso econômico provocado pelo coronavírus está afundando o comércio mundial, que registrará um retrocesso "histórico" de 18,5% no segundo trimestre deste ano. Segundo o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o brasileiro Roberto Azevêdo, essa é a queda "mais pronunciada de que temos conhecimento". No entanto, de acordo com ele, a situação "poderia ter sido muito pior" se não fossem as políticas aplicadas pelos governos para reduzir o tamanho da catástrofe econômica.

(Com informações da AFP)

 

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