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Índia é o terceiro país mais afetado pela Covid-19; Israel e Austrália aumentam medidas de proteção

Em Israel, onde as autoridades cogitam a possibilidade de impor uma nova quarentena. 788 novos casos foram registrados nas últimas 24 horas, totalizando 30 mil infecções.
Em Israel, onde as autoridades cogitam a possibilidade de impor uma nova quarentena. 788 novos casos foram registrados nas últimas 24 horas, totalizando 30 mil infecções. AP - Ariel Schalit
Texto por: RFI
4 min

A Índia superou a Rússia, tornando-se o terceiro país com o maior número de infectados por Covid-19, atrás dos Estados Unidos e do Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde indiano, o país chegou a 697.358 casos confirmados desde o início da pandemia, 24.000 contágios só nas últimas 24 horas. Até o momento, contudo, a Índia registrou 19.693 mortes provocadas pelo novo coronavírus, uma taxa menor do que a verificada na maioria dos outros países gravemente afetados.

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A propagação do vírus está em ritmo acelerado, sobretudo nas grandes cidades como Mumbai, Nova Délhi e Madras. Entretanto, os analistas consideram que o pico da epidemia na Índia acontecerá dentro de várias semanas e estimam um total de um milhão de casos até o fim de julho.  

Para enfrentar o grande número de infectados, Nova Délhi inaugurou um gigantesco centro com capacidade para 10.000 leitos, em um espaço dedicado a encontros religiosos. Hotéis e salas de recepção também foram requisitados pelo governo.

A Índia decretou confinamento nacional no final de março, a fim de retardar a expansão do vírus, medida que foi suspensa no início de junho, numa tentativa de retomada da economia do país. No entanto, diante da progressão da epidemia, muitas restrições permanecem em vigor. A megalópole de Calcutá, por exemplo, proibiu, a partir desta segunda-feira (6), voos de seis grandes cidades do país.

Enquanto alguns monumentos históricos reabriram, como o Forte Vermelho e o Mausoléu Humayun, em Délhi, as autoridades de Agra (norte) decidiram manter fechado o célebre Taj Mahal, que não recebe visitantes desde meados de março.

Austrália isola o estado de Victoria

Pela primeira vez desde o início da pandemia, a fronteira entre os dois estados mais populosos da Austrália, Victoria e Nova Gales do Sul, será fechada a partir das 23h59 min desta terça-feira (7), anunciaram os dois governos. A última vez que a divisa foi fechada foi em 1919, durante a epidemia de gripe espanhola.

O primeiro-ministro do estado de Victoria, Daniel Andrews, descreveu a decisão de fechar o estado como o "passo inteligente, o passo correto neste momento, dados os importantes desafios que enfrentamos para conter o vírus".

As autoridades australianas tomaram a medida drástica de isolar o estado de Victoria para tentar conter um novo foco de Covid-19. Com mais de 6,6 milhões de habitantes, Victoria anunciou um recorde de 127 novos casos, depois que o vírus se propagou por Melbourne, após semanas de flexibilização das restrições sanitárias, o que levou as autoridades de saúde a isolarem, de maneira efetiva, alguns bairros da cidade até o fim de julho. Pelo menos 16 novos casos foram registrados em nove torres de apartamentos populares, onde 3.000 moradores foram mantidos em suas casas no sábado (4).

Em Israel, mais de mil novos casos por dia

Diante do recorde de contaminações em Israel, o governo está tomando medidas que fogem da unanimidade. O número de infectados dobrou em 10 dias e os casos graves estão aumentando. “Devemos agir rapidamente, declarou o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu. “A situação é urgente. Se não podemos parar a epidemia, não teremos saúde e nem economia. E muitos israelenses perderão suas vidas. Devemos fazer de tudo para evitar isso”, acrescentou.

A partir das 8 horas da manhã, as reuniões são limitadas a um número máximo de 50 pessoas em bares, salas de recepção e em locais de oração. O governo israelense estuda outras limitações, desta vez em praias e restaurantes. Medidas que provocam controvérsia, uma vez que não são acompanhadas por uma compensação imediata. O líder da oposição israelense, Yair Lapid, considerou tais decisões como ilógicas e que levarão à falência milhares de pequenas empresas.

Em todo o mundo, o novo coronavírus fez ao menos 534.306 mortos desde dezembro passado, segundo balanço recente feito pela agência France Press (AFP), a partir de dados oficiais.

Os Estados Unidos são o país mais atingido, tanto em número de casos como de mortes provocadas pela Covid-19, com 129.947 mortes em 2.888.729 casos. Depois vem o Brasil, (64.867 mortes), Reino Unido (44.220 mortes), Itália (34.861 mortes) e México, que já ultrapassa a França, com 30.639 mortes.

Mais de 11.471.530 casos de infeção por Covid-19 foram oficialmente diagnosticados em 196 países e territórios, desde o início da epidemia. Pelo menos 5.991.700 pessoas são consideradas curadas.

  

 

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